Presidenciáveis apostam na Agrishow para estreitar laço com o agronegócio

 

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Pré-candidatos à Presidência têm ampliado a presença em agendas do agronegócio e devem usar a Agrishow, em Ribeirão Preto, como vitrine política na próxima semana. Estão confirmados Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), em um movimento para estreitar a relação com um dos setores mais estratégicos da economia.

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A avaliação interna é de que o evento ganha peso eleitoral em um momento em que o agro demonstra insatisfação com o Governo Federal. A feira, que reúne produtores, empresas e lideranças, tem sido cada vez mais explorada como espaço de diálogo direto com o segmento. Os três pré-candidatos devem receber demandas organizadas pelo setor em um documento que será apresentado durante a feira.

O primeiro a cumprir agenda será Flávio Bolsonaro, que é esperado para a cerimônia de abertura ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Este será o primeiro evento público conjunto dos dois após a confirmação da pré-candidatura à reeleição de Tarcísio que, nos bastidores, tem sido cobrado por aliados da família Bolsonaro por apoios mais incisivos à campanha do senador.

Caiado, Zema, Tarcísio e a senadora Tereza Cristina (PP) também serão homenageados no prêmio “100 Mais Influentes do Agro”, promovido pelo Grupo Mídia, na próxima terça-feira (28).

Governo federal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve comparecer à Agrishow — o que, se confirmado, manterá a ausência ao longo de todo o mandato. O vice-presidente Geraldo Alckmin ainda não confirmou participação, e a presença de ministros também é indefinida. Já o pré-candidato do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, não deve comparecer.

A relação entre o governo e a feira tem sido marcada por tensões desde 2023, quando episódios envolvendo ministros e organizadores evidenciaram o distanciamento. Naquele ano, o então ministro da Agricultura Carlos Fávaro foi solicitado a não comparecer à abertura do evento devido à presença do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em resposta, Lula chamou os organizadores de "fascistas" e "negacionistas".