Presença militar dos EUA no Oriente Médio em tensão com Irã é a maior desde invasão ao Iraque, diz jornal

 

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A presença aérea e militar dos Estados Unidos no Oriente Médio em meio às tensões com o Irã e um possível desencadeamento de um conflito é a maior do país na região desde a invasão ao Iraque em 2003. As informações são de um levantamento do jornal Wall Street Journal.

Essa invasão, que deu início a uma guerra que durou mais de oito anos, começou com o que foi chamado de campanha de bombardeio 'choque e pavor'.

Neste momento, os EUA ainda não iniciaram um ataque, mas a forte presença militar sugere que isso pode ocorrer em breve. Além disso, Trump vem pressionando o governo iraniano após a morte de manifestantes em protestos contra o regime de janeiro.

Foram enviadas para a região dezenas de aeronaves, assim como porta-aviões. Os caças incluem F-16, F-22 e F-35.

Os EUA estão negociando com o Irã sobre seu programa nuclear, mas autoridades americanas sugerem que as conversas, até o momento, produziram poucos resultados.

O relatório indica que o reforço militar americano permite uma campanha muito mais longa do que o ataque americano às instalações nucleares iranianas durante a guerra Irã-Israel em junho passado, que foi realizado com bombardeiros B-2.

Neste semana, os Estados Unidos deslocaram mais de 50 caças para a região do Oriente Médio, sendo a maioria furtivos e de guerra.

Irã emite aviso a pilotos que lançará foguetes no sul do país nesta quinta (19)

Trump e líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

ALEX WONG / KHAMENEI.IR / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP

O governo do Irã emitiu um alerta para esta quinta-feira (19) em que está planejando lançar foguetes no sul do país. A informação foi divulgada em um alerta Notam, feito para pilotos, que fornece avisos de segurança e do espaço aéreo.

Os dados estão no site da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos.

Não houve nenhuma explicação para os possíveis lançamentos, mas, se ocorrerem, serão em um momento de grande tensão com o governo Trump para um possível ataque.

Além de exercícios navais recentes no Estreito de Ormuz, que chegou a ser fechado temporariamente, o Irã também planeja, nesta quinta-feira (19) realizar um exercício militar junto da Rússia.

Os EUA, além de posicionarem os navios de guerra perto da costa iraniana, também vem pressionando o país cada vez mais para um acordo. Nessa quarta-feira (18), o vice-presidente JD Vance disse que o governo Trump avalia se continua a diplomacia ou busca outras opções.