Presença do hélio-3 na Lua causa impacto na corrida energética mundial

 

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A retomada do programa lunar dos Estados Unidos, após mais de 50 anos, ocorre em meio à disputa geopolítica com a China e à busca por recursos minerais.

Entre eles está o hélio-3, abundante na Lua e raro na Terra. Cientistas estimam que o material pode gerar até dez vezes mais energia do que todas as reservas de petróleo, carvão e gás do planeta.

O professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP Pedro Côrtes afirma que o hélio-3 tem o potencial de causar impacto na disputa energética global a longo prazo:

"Os países que conseguirem sair na frente na exploração desse tipo de recurso na Lua, vão ganhar uma dianteira aí importante em termos de disponibilidade, desenvolvimento tecnológico. Então, isso se trata de uma corrida com ponto de chegada daqui a 20 anos, mais ou menos, 30 anos."

A observação do satélite pela missão Artemis Dois deve durar cerca de sete horas. Depois disso, a nave começará a ajustar a trajetória para uma viagem de quatro dias de retorno ao planeta Terra.

A missão Artemis Dois ultrapassou o recorde de distância da Terra, passando dos 406 mil quilômetros.

Antes disso, a maior marca tinha sido estabelecida pela missão Apollo 13, em 1970.

No sexto dia da Artemis Dois, os astronautas sobrevoaram a Lua e passaram pelo lado oculto do satélite.

Missão Artemis II a caminho da Lua.

NASA/Reprodução

A tripulação ficou cerca de 40 minutos sem comunicação com a Terra, mas continuou registrando imagens e observando, de perto, a geologia lunar.

Foi nesse período que a nave se aproximou mais da Lua, ficando a cerca de 6.500 quilômetros da superfície.