Prepare os guarda-chuvas: Frente fria leva tempo ruim para Rio e SP, e massa de ar polar vai

Prepare os guarda-chuvas: Frente fria leva tempo ruim para Rio e SP, e massa de ar polar vai 'congelar' o Sul; veja previsão

 

Fonte: Bandeira



A frente fria que avançou pelo país no início da semana ainda provoca chuva entre o litoral do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro nesta terça-feira (27), enquanto uma massa de ar polar mantém o frio intenso sobre o Sul do Brasil e derruba as temperaturas em parte do Sudeste e do Centro-Oeste. Há previsão de geada em áreas serranas entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com mínimas próximas de 0°C nos pontos mais altos da região.

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No Rio de Janeiro e em São Paulo, o dia deve ser marcado por muitas nuvens, chuva fraca a moderada ao longo da manhã e sensação de frio mais persistente, principalmente nas áreas litorâneas. A tendência é de redução gradual da instabilidade entre a tarde e a noite, embora a nebulosidade continue elevada.

— A frente fria vai perdendo força à medida que avança pelo país, mas ainda consegue provocar chuva principalmente no litoral do Paraná, litoral de São Paulo e também no Rio de Janeiro. Em alguns momentos pode ter intensidade moderada — afirmou a meteorologista Andrea Ramos.

O contraste entre as temperaturas no país aparece nos mapas de previsão para terça-feira. Enquanto cidades do Sul terão máximas abaixo dos 20°C e amanhecer gelado, áreas do Norte e do interior do Nordeste seguem com calor acima dos 30°C. Em parte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, o avanço do ar polar mantém o tempo mais seco e frio, favorecendo formação de geada nas áreas de maior altitude.

— Na retaguarda da frente fria sempre vem uma massa de ar frio. Esse frio vai persistir sobre o Cone Sul do Brasil e há condição para geada nas regiões serranas entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina — disse Andrea.

No Sudeste, a infiltração marítima mantém maior presença de umidade no litoral. O mapa de umidade relativa indica concentração mais elevada justamente na faixa costeira entre Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro, cenário associado ao céu encoberto e à persistência de chuva fraca ao longo do dia.

Já no interior do país, o destaque começa a migrar para o tempo seco. Áreas do sul do Tocantins, Goiás e leste de Mato Grosso devem registrar umidade relativa entre 21% e 30%, índice considerado de atenção e típico da transição para o período de estiagem no Centro do Brasil.

No Norte, a chuva continua concentrada entre Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará, regiões que seguem sob influência de grande disponibilidade de umidade e instabilidade atmosférica. Há alertas de risco emitidos pelo Cemaden para parte dessas áreas.

O litoral do Nordeste também volta a registrar chuva mais frequente entre Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e sul da Bahia, impulsionada pela entrada de umidade do oceano.