A nova pesquisa da Quaest mostra que 66% dos eleitores afirmam que a renda não aumentou (33%) ou cresceu tanto quanto o custo de vida (33%).
O levantamento foi encomendado pela Globo e Editora Globo e divulgada nesta quarta-feira.
Entre os entrevistados, 21% afirmam que a renda cresceu menos do que o custo de vida e apenas 10% afirmam que os ganhos subiram mais do que os gastos.
O levantamento apontou ainda que 3% não sabem ou não quiseram responder.
A pesquisa também questionou os eleitores sobre o aumento do preço dos alimentos nos mercados, supermercados e feiras no último mês e mostrou que 67% dos brasileiros afirmam que os produtos ficaram mais caros.
Outros 22% disseram que não notaram diferença e 9% declaram que os valores pagos diminuíram.
Segundo a pesquisa, 2% não souberam ou não quiseram responder.
Os pesquisadores também perguntaram aos brasileiros sobre a avaliação da economia brasileira no último ano: apenas 19% dos eleitores afirmam que melhorou, 29% que não viram diferença e 49% que piorou.
Outros 3% não souberam ou não quiseram responder.
Cenário econômico
A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre, desacelerando em relação ao 1,1% de expansão registrada nos três primeiros meses de 2025 ante o trimestre imediatamente anterior, com uma queda de 0,4% no consumo das famílias.
Embora o mercado de trabalho ainda aquecido ajude a sustentar a demanda, economistas já vinham citando a perda de fôlego das medidas de estímulo que do governo como um foco de desaceleração do crescimento econômico.
Além disso, a pressão sobre os preços tem sido uma das principais preocupações.
Em maio de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) já havia revisado a projeção do IPCA deste ano de 3,9% para 4,6%.
Diante desse quadro, a taxa básica de juros (Selic), embora tenha passado por uma redução de 14,75% para 14,5% em meados do ano, permanece em patamares elevados para tentar conter o avanço inflacionário.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O número de registro da pesquisa é BR-07065/2026.
