PremieR transforma pesquisa de mestrado em ração para cães filhotes com doença hepática

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Cães podem nascer com doenças hepáticas que exigem cuidados específicos com a alimentação. Nos filhotes, a dieta precisa respeitar as limitações impostas pela condição sem comprometer a oferta de nutrientes essenciais ao crescimento e à manutenção da massa muscular. Diante desse desafio, a PremieR dedicou cinco anos ao desenvolvimento de uma ração hepática também indicada para cães a partir de três meses. Uma das condições estudadas foi o desvio portossistêmico, alteração que pode estar presente desde o nascimento do aninal. Nesse quadro, o sangue proveniente do sistema digestivo desvia do fígado e circula pelo organismo sem passar adequadamente pelo órgão, responsável por metabolizar nutrientes e filtrar substâncias tóxicas. Esse acúmulo pode causar problemas metabólicos e neurológicos, como desorientação e crises convulsivas após as refeições.

“As dietas disponíveis para problemas hepáticos eram direcionadas principalmente aos animais adultos, mas os filhotes também podem nascer com essa alteração e precisam de cuidados nutricionais específicos”, afirma Flávio Lopes, médico-veterinário especialista em nutrição e gerente de relacionamento científico da PremieR. Parte dos estudos foi conduzida no Centro de Desenvolvimento Nutricional da empresa, em Dourado, no interior de São Paulo. A estrutura reúne uma equipe multidisciplinar, formada por médicos-veterinários, zootecnistas e cientistas de alimentos.

“Como os cães e gatos acompanhados no núcleo são, em sua maioria, saudáveis, as pesquisas sobre as condições clínicas específicas também são realizadas em parceria com universidades, como a Universidade São Paulo (USP). Essa colaboração permite acompanhar animais diagnosticados com as doenças investigadas”, explica Ana Duprat, head de relacionamento científico da PremieR. Ana Duprat, head de relacionamento científico da PremieR Divulgação As parcerias também aproximam a produção acadêmica do desenvolvimento de novos produtos. A ração hepática, por exemplo, teve origem em uma pesquisa de mestrado realizada por uma estudante da USP. Ao longo do estudo, diferentes formulações foram testadas e ajustadas com base na resposta dos animais até se chegar à composição adotada no alimento. Um dos principais desafios foi definir o tipo e a quantidade de proteína mais adequados aos cães com doenças hepáticas. Proteína hidrolisada O fígado participa do metabolismo das proteínas e, quando está comprometido, pode ter dificuldade para processá-las adequadamente. Por isso, alguns quadros hepáticos exigem ajustes no tipo e na quantidade desse nutriente. Essa redução, no entanto, não pode ser excessiva, já que esse nutriente é fundamental para o crescimento dos filhotes. “A redução de proteína é uma orientação comum para alguns quadros hepáticos, mas o animal doente precisa desse nutriente. Se a quantidade for muito baixa, pode haver perda de massa muscular”, explica Lopes. Durante os testes, os pesquisadores acompanharam o peso, a condição corporal, a massa muscular e os sintomas apresentados pelos cães. Segundo a empresa, houve melhora nos parâmetros avaliados, entre eles o índice de encefalopatia hepática. Esse indicador mede a intensidade das alterações neurológicas provocadas pelo acúmulo de substâncias que deveriam ter sido processadas pelo fígado. A ração não contém medicamentos nem substitui o tratamento convencional. É um alimento coadjuvante, que pode complementar os cuidados definidos pelo médico-veterinário de acordo com o diagnóstico e as condições de cada animal. Nos últimos 12 anos, a PremieRpet investiu R$ 165 milhões em pesquisa e desenvolvimento, segundo dados fornecidos pela companhia. Nesse período, mais de 520 estudos e pesquisas foram produzidos ou apoiados pela empresa. Ração Premier Hepato para cães adultos e filhotes Divulgação Mais Lidas

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