Premiada no exterior, chef Viviane Mello retorna ao Brasil para comandar 13 casas, como a Magnólia e o espanol La Candela

 

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Farofa de ovos, vinagrete, estrogonofe e praia. Ao lado dos buldogues Skank e Guanciale, eram essas as maiores saudades da chef Viviane Mello, de 36 anos, paulistana que passou quase quatro anos fora do país. Três deles no Noma (casa dinamarquesa eleita cinco vezes a melhor do mundo) e cinco meses no do EHB Shanghai, restaurante do estrelado Esben Holmboe Bang, na China. Foi lá que a jovem apaixonada pelo Rio recebeu o prêmio “Young chef of the year 2024” pelo Guia Michelin e o de melhor chef mulher da China, pelo La Liste.

Mas nem só de glamour vive o universo da alta gastronomia. “Buscava algo mais descontraído. Em janeiro, voltei ao Brasil. Queria a vida carioca, em Copacabana, perto da praia”, diz Viviane, que já havia morado aqui, quando trabalhou no grego Oia, em Ipanema, e atuou como braço direito de Elia Schramm. Antes, Viviane passou por casas de São Paulo, como o Attimo, de Jefferson Rueda, e o D.O.M., de Alex Atala. “É uma profissional única, fora da curva, com experiência internacional. Hiper técnica, mega líder e é boa de criação”, elogia Elia.

Prato da chef Viviane Mello

Ana Branco/Agência O Globo

Isso explica por que a cozinheira chega abrindo não uma, mas várias casas. É a nova chef executiva do grupo Pulse, de Fábio e Eduarda Dupin, pai e filha, que agora comandam quatro endereços em Ipanema: Posí (o primeiro do grupo), Spicy Fish, a recém-inaugurada Casa Magnólia e o La Candela, que abrirá no ponto onde funcionou o Gero. Em São Paulo, o grupo também prepara a abertura do japa Yunan e até o fim do ano, somará 13 empreendimentos. “Somos pesquisadores, buscamos tendências. Viajamos, experimentamos coisas novas e trazemos ideias para o Rio”, conta Eduarda.

A Casa Magnólia aposta na boemia clássica carioca. Tem picadinho (R$ 82), estrogonofe (R$ 94), lasanha (R$ 89) e balcão de acepipes quentes (risole, pastel, bolovo) e frios (vinagrete de polvo, salada de bacalhau). “Também queremos criar novos clássicos. Os bifinhos com arroz à piemontese (R$ 112) tem tudo para se tornar um”, diz Fábio. No segundo andar, mercearia com produtos para levar. Numa esquina próxima, a La Candela, com abertura prevista para junho, será uma casa espanhola que vai além de tapas e paellas: “Tudo passará pela brasa, que será o coração do projeto”, adianta Viviane. E os planos não param. “Ainda quero comandar uma casa de base francesa”, adianta Vivi.

Sobremesa da chef Viviane Mello

Ana Branco/Agência O Globo