Prematuridade e baixo peso são relacionados a problemas de aprendizagem, aponta novo estudo; entenda

 

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Com os avanços da medicina, bebês prematuros (antes de 37 semanas) ou com baixo peso ao nascer (menos de 2,5 quilos) estão sobrevivendo mais do que nunca. Entretanto, pesquisadores do Reino Unido e da Holanda, em novo estudo, mostram que essas pessoas podem enfrentar desafios significativos à medida que crescem.

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O estudo, publicado na revista JAMA Pediatrics, é uma revisão de 40 trabalhos de grande escala que abrangeu milhares de indivíduos e descobriu que nascer prematuro ou com baixo peso está associado a pontuações de QI mais baixas e resultados educacionais piores na escola e na vida adulta.

A equipe de pesquisa analisou cinco diferentes fases da vida — desde bebês com menos de dois anos até adultos com mais de 18 anos. E descobriu que, em particular, bebês nascidos antes de 28 semanas ou com menos de 1 kg apresentaram, em média, maiores desvantagens acadêmicas do que bebês nascidos a termo e com peso normal.

A disciplina mais afetada foi matemática, com lacunas significativas nas habilidades de cálculo e resolução de problemas. Diferenças acentuadas também foram observadas em leitura, compreensão, ortografia e identificação de palavras.

Esses desafios eram mais visíveis durante o ensino fundamental e diminuíam um pouco durante a adolescência. No entanto, algumas dessas dificuldades de aprendizagem reapareciam na idade adulta.

"Essas desvantagens geralmente aumentavam com a idade gestacional mais precoce e o menor peso ao nascer. Embora algumas associações parecessem atenuar durante a adolescência, observou-se evidência de desvantagens persistentes na idade adulta para diversos desfechos”, escreveram os autores.

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Os pesquisadores acreditam que suas descobertas mostram que o impacto de nascer prematuro ou com tamanho muito abaixo da média pode ter consequências para toda a vida.

E esperam que, com os resultados, possam levar a um melhor acompanhamento clínico e a práticas educacionais aprimoradas. "O parto prematuro e o baixo peso ao nascer estão associados a desvantagens cognitivas e educacionais duradouras, o que destaca a necessidade de apoio e intervenção precoces", destacam os pesquisadores.

O estudo não abordou outros fatores que podem estar relacionados ao desenvolvimento da aprendizagem, como acesso e qualidade escolar e estímulos familiares e ambientais.