Prefeitura lança frota com 102 coletivos e nova pintura durante evento em Deodoro

 

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Foram apresentados, nesta quinta (23), no Terminal Deodoro, na Zona Oeste do Rio, 102 novos ônibus que circularão pela cidade. Do número total, 25 são da Mobi-Rio e farão o trajeto Saens Peña x Bananal; outros 77 foram adquiridos via acordo judicial, fazem parte do Sistema RIO, têm novas cores e circularão por Santa Cruz, Bangu, Realengo, Anchieta, além de Madureira, Méier, Tijuca, Centro, Ilha do Governador, Pavuna, Leopoldina, Barra da Tijuca, Jacarepaguá e bairros da Zona Sul. A prefeitura do Rio e os consórcios que compõem a Rio Ônibus assinaram o documento em abril de 2025.


— A meta é, até 2028, ter todos os ônibus da cidade renovados, licitados e operando de forma eficiente — afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere, acompanhado do secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes.

O acordo antecipou o fim de contratos de concessão previstos para 2028 e realocou cerca de R$ 70 milhões, depositados em juízo, para a compra de novos ônibus. Em maio, a linha 634 (Saens Peña x Bananal) da Mobi-Rio, por exemplo, substituirá a Paranapuan. Já os coletivos do Sistema Rio vão entrar em operação gradualmente, explicou o secretário:

— Fizemos isso primeiro na Zona Oeste e agora estamos levando para outras regiões. Com ônibus novos rodando em toda a cidade, conseguimos reduzir intervalos e diversificar linhas. Hoje completamos os primeiros 300 desta nova frota — disse o secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes.

Em março, quando assumiu o governo, Eduardo Cavaliere anunciou que uma de suas principais metas para o transporte é a de replicar nas linhas convencionais o modelo adotado no BRT. A principal mudança, segundo o prefeito, é a remuneração das empresas por quilometragem rodada, com maior controle do município sobre a operação. A mudança já havia sido mencionada ao GLOBO dentro do pacote de reformulação do sistema.

— A mudança de modelo não é apenas contratual, ela é estrutural. Quando se remunera por passageiro, a lógica é maximizar embarque, mesmo com serviço ruim. Quando a remuneração é feita por quilometragem e atrela isso a indicadores de qualidade, você muda o incentivo econômico do sistema. A empresa passa a ser cobrada por regularidade, por cumprimento de viagem, por condição do veículo. Isso permite à prefeitura intervir de forma objetiva quando o serviço não atende ao padrão exigido — explicou.

A prefeitura prevê a entrada de 500 novos ônibus ainda este ano, com prioridade para a Zona Oeste, região que concentra maior volume de reclamações. A renovação da frota será acompanhada por mecanismos de fiscalização tecnológica, incluindo sensores para monitorar o funcionamento do ar-condicionado, afirmou o prefeito.

Outro eixo da política de mobilidade é a ampliação do uso do Jaé como plataforma de integração. O sistema já começou a operar em conjunto com o metrô, e a prefeitura pretende avançar na conexão com outros modais.