Prefeitura inaugura primeira estrutura de monitoramento de veículos em tempo real na Avenida Francisco Bicalho, no Centro do Rio
A Prefeitura do Rio inaugurou nesta quarta-feira a primeira estrutura de monitoramento inteligente de veículos da cidade, instalada na Avenida Francisco Bicalho, no Centro. O equipamento, um semipórtico com câmeras capazes de identificar placas e rastrear deslocamentos em tempo real, marca o início da chamada “Fronteira Digital”, projeto que prevê a instalação de 56 estruturas até 2028 em pontos estratégicos de circulação. A medida integra a Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas), que reúne atualmente mais de 12 mil câmeras espalhadas pelo município.
Cerco digital: até 2028, centro de monitoramento terá acesso a imagens de mais de 245 mil câmeras em todo o Estado do Rio
Violência: Morador é morto em 'ação covarde' de traficantes no Morro dos Prazeres, diz PM
Para a prefeitura, a iniciativa busca ampliar a capacidade de monitoramento e dar suporte a investigações conduzidas pelas forças de segurança e pelo sistema de Justiça. Segundo o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que deixa o cargo nesta sexta-feira para se dedicar à disputa pelo Palácio Guanabara, o projeto reforça o papel do município no apoio à segurança pública.
— É a primeira fronteira digital, uma barreira que faz parte do sistema Civitas. Estamos ajudando as forças de segurança, a Polícia Civil, nas investigações. Esse é o papel que a prefeitura pode cumprir — afirmou o político, lembrando que a Força Municipal, braço armado da Guarda Municipal, passou a atuar no último domingo.
Cada pórtico é equipado com câmeras inteligentes capazes de ler placas de veículos, inclusive em condições adversas, e identificar automóveis sob investigação. As informações são cruzadas com bases de dados oficiais, permitindo o acompanhamento de trajetos e a emissão de alertas simultâneos.
O equipamento instalado na Avenida Francisco Bicalho, na saída da ponte em direção ao Centro, também conta com um telão que exibe dados operacionais da central, como alertas ativos e o volume diário de leituras de placas.
'Zona monitorada'
Segundo a prefeitura, 16 estruturas desse tipo devem ser implantadas ainda este ano. A meta é cobrir acessos e áreas de grande circulação, criando um “cinturão digital” capaz de monitorar todas as entradas e saídas da cidade, em 56 pontos distintos. A Civitas garante ainda que o sistema permitirá registrar a circulação de veículos em larga escala:
— A ideia é mapear as principais vias de acesso para que todo veículo que passe por esses pontos entre em uma zona monitorada, com registro das passagens — disse o chefe-executivo da Civitas Rio, Davi Carreiro.
Atualmente, mais de 3.200 câmeras da rede já são consideradas “inteligentes”, com capacidade de apoiar investigações, como reconstituição de trajetos e identificação de padrões de deslocamento, informou o município. A previsão é que esse número chegue a 6 mil até o fim de 2026.
Além da ampliação da vigilância, a Civitas também lançou recentemente um programa de integração de dados com instituições públicas, privadas e universidades. A iniciativa prevê incorporar imagens de câmeras privadas e informações sobre crimes urbanos, com o objetivo de subsidiar análises e estudos sobre dinâmicas criminais na cidade.
Initial plugin text
