Prefeitura do Rio avalia flexibilizar tempo de permanência no Rio Rotativo para trabalhadores de hospitais
A prefeitura do Rio estuda flexibilizar o tempo máximo de permanência no Rio Rotativo Digital para trabalhadores de hospitais na região da Lagoa, onde o novo sistema começou a ser testado.
Hoje, o limite é de seis horas, o que tem gerado críticas de profissionais que cumprem jornadas de oito horas ou mais.
O secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, afirmou à CBN que a medida pode ser adotada por meio de convênios com as unidades de saúde, mas ressaltou que a prioridade do novo sistema é garantir a rotatividade das vagas.
"Como todo piloto, a gente tem que avaliar.
Eventualmente, os trabalhadores dos hospitais da Lagoa, a gente pode fazer um convênio para que eles tenham a possibilidade de ficar durante o período do plantão.
Mas isso será tratado caso a caso.
O conceito do projeto é garantir a vaga rotativa.
Se todo mundo quiser ficar oito ou dez horas, as pessoas não vão ter oportunidade de parar."
Enquanto a prefeitura avalia possíveis exceções, o primeiro sábado de funcionamento do Rio Rotativo Digital ainda foi de dúvidas entre motoristas.
Na Lagoa, muitos tiveram dificuldades para cadastrar o veículo e pagar a tarifa pelo aplicativo Jaé.
A aposentada Geiza Araújo precisou da ajuda de um guardador credenciado pra concluir o processo.
"Achei a iniciativa interessante, mas na hora de fazer o cadastro foi um trauma.
Levei uns dez minutos para conseguir.
Agora que já está feito, acho que vai ficar mais fácil.
Eu sempre venho aqui e acredito que, no fim, vai sair mais em conta."
O sistema começou a operar com 667 vagas e cobrança de R$ 2 por duas horas.
Até sexta-feira, a prefeitura não vai aplicar multas pra quem tiver dificuldades.
Depois desse período, quem não pagar poderá quitar a tarifa em dobro em até oito horas.
Caso contrário, estará sujeito à multa de R$ 195.
