A maioria das hortaliças acompanhadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou alta de preços em setembro, segundo dados do Boletim Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta terça-feira (27/10), que acompanha a oferta e demanda das principais Ceasas do país, com destaque para o tomate, que teve alta de 46,8%.
Entre as frutas, o movimento é misto, motivado pelos diferentes momentos de oferta dos produtos. O mês de setembro foi marcado por chuvas intensas e frequentes nas áreas produtoras de tomate do Sudeste e do Sul.
Esse cenário, além de influenciar na diminuição do ritmo de colheita, provocou maturação mais lenta do fruto e, consequentemente, menores quantidades para se enviar ao mercado. A batata também teve forte alta, de 32,8% na média das Ceasas comparadas.
A diminuição do ritmo de colheita em decorrência do aumento gradativo das chuvas em setembro explicou esse cenário de valorização do tubérculo, segundo a Conab. O preço da cebola também subiu, com avanço de 29,3% nos preços.
o volume de cebola comercializado nas Ceasas selecionadas foi inferior ao registrado nos anos anteriores, com redução de 9,3% em comparação com setembro de 2025 e de 7,3% em relação a setembro de 2024. A menor disponibilidade do produto no mercado contribuiu diretamente para a elevação dos preços observada em setembro.
O preço do alface teve avanço de 15,7%. A elevação dos preços no mercado atacadista refletiu diretamente a valorização do produto na etapa de produção.
De acordo com dados do Cepea/Esalq, em Ibiúna (SP), importante região fornecedora de alface para a Ceagesp, os preços recebidos pelos produtores apresentaram aumentos expressivos. A cenoura foi a única hortaliça acompanhada pela Conab que teve retração, de 16%.
Apesar da redução no volume comercializado em setembro, o incremento observado no mês anterior contribuiu para manter a oferta em níveis suficientes para provocar a queda dos preços em todas as Ceasas analisadas. Frutas
As frutas tiveram um movimento misto, com a maior alta para a maçã, que avançou 12%. Em setembro, com a aceleração do consumo dos estoques das câmaras frias (maiores em relação às safras anteriores) ocorreu alta das cotações nas Ceasas e queda da comercialização.
Preço da maçã subiu 12% no mês passado Getty Images/Canva
Já o mercado de laranja teve valorização de 3,2% nos preços. Esse resultado decorreu do fato de que a indústria, responsável pelo consumo de cerca de 90% da produção da fruta, não acelerou a moagem, devido a sua avaliação diante da menor demanda externa por suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ), especialmente por parte da União Europeia.
A banana, por sua vez, teve baixa nos preços, de 2,6%. As cotações, no entanto, foram regionalizadas, entre as variedades prata e nanica, com preços influenciados pela oferta regional, demanda estagnada, condições climáticas e de produção diferentes entre as regiões que afetaram os fluxos de comercialização.
O mamão teve retração ainda maior nos preços, de 8,9%. As cotações caíram nos entrepostos atacadistas, com elevação da oferta do mamão papaya nas Ceasas, enquanto a variedade formosa permaneceu com oferta restrita.
A melancia teve a maior baixa entre as frutas, de 11%. na segunda quinzena do mês, com a melhora do tempo e a maior produção em Uruana (GO), juntamente com o fato dos consumidores ficaram descapitalizados com a chegada do fim do mês resultaram em queda de preços.
+Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural
Globo Rural