Preço médio das passagens aéreas sobe em 17% março, antes de reajuste do combustível
O preço médio das passagens aéreas subiu para R$ 707,16 em março, já descontada a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA). O valor representa alta de 17,8% em relação à tarifa média cobrada no mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nesta sexta-feira.
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A metodologia da Anac considera apenas o preço pago pela tarifa bruta. Não incorpora variações de serviços extras, como franquia de bagagem e marcação de assentos, por exemplo, e descontos promocionais oferecidos a classes profissionais.
Segundo o monitoramento da Anac, o valor médio pago pelo passageiro por quilômetro voado foi de R$ 0,5549, aumento de 19,4% em relação a março do ano passado. Já o preço do querosene de aviação (QAV) foi de R$ 3,60 por litro, uma redução de 13,7% frente a março de 2025 .
"Os aumentos registrados podem ser interpretados dentro da margem típica de variação no setor, mesmo com o contexto atual de conflitos externos gerando impactos na aviação em âmbito mundial", explicou a Anac em nota, destacando que a tarifa real média vem em processo de queda desde 2023.
Este mês, no entanto, a Petrobras reajustou o preço médio do QAV em 55%, com o argumento de que estava defasado. Um dos fatores de pressão foi a guerra no Oriente Médio, que impactou a cotação internacional do petróleo. O governo anunciou um pacote de medidas para aliviar os custos do setor, como adiamento do pagamento de tarifas de navegação e linhas de financiamento para capital de giro.
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Os números do mês passado ainda não refletiram o aumento do querosene de aviação, que teve aumento superior a 56% pela Petrobras a partir do mês de abril. No início deste mês, técnicos da equipe econômica temeram alta de 20% no custo das passagens por conta do reajuste firme no preço do QAV.
Ontem, o governo aprovou uma linha extra de financiamento de até R$ 2,5 bilhões para socorrer o setor a fim de minimizar o impacto da alta do combustível.
Por faixa tarifária, a maior parte dos assentos comercializados no mês (45,4%) ficou abaixo de R$ 500, sendo que 8,2% dos assentos foram vendidos por mais de R$ 1,5 mil.
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