O mercado pecuário teve um dia de estabilidade na maior parte do Brasil nesta quarta-feira (14/10), segundo a Scot Consultoria. No entanto, em algumas regiões, as cotações seguem registrando altas. Das 33 praças monitoradas pela Scot Consultoria, 23 não tiveram mudanças no preço do boi gordo na comparação diária. Foram registradas altas em Belo Horizonte (MG), sul de Minas Gerais, Goiânia (GO), Dourados (MS), sudeste de Mato Grosso, noroeste do Paraná, Alagoas, Marabá (PA), Redenção (PA) e Paragominas (PA). Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 380 a arroba para o pagamento em 30 dias. A cotação do “boi China” também não mudou. Já a vaca subiu R$ 3, para R$ 348 a arroba, enquanto a novilha avançou R$ 5, para R$ 365 a arroba. Segundo a Scot, em São Paulo o cenário é de melhora no escoamento de carne bovina, mas as indústrias estão cautelosas, negociando apenas o necessário para formar escala. Do outro lado, a oferta estava reduzida, com a ponta vendedora retendo boiada a fim de conseguir melhores negócios. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que, no Estado de São Paulo, a diferença entre os preços do boi gordo e da carne bovina (carcaça casada) no atacado voltou a diminuir neste mês. Em outubro (até o dia 13), o diferencial médio está em R$ 3,55 por arroba, com vantagem para a carne. Esse é o menor valor real desde abril de 2023, quando a diferença havia sido de R$ 1,10 por arroba (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro).
Naquele período, o mercado pecuário ainda sentia os efeitos da suspensão temporária das exportações de carne bovina para a China, em um contexto de transição do ciclo pecuário e de mudanças na disponibilidade de animais para abate. Ao mesmo tempo, a demanda doméstica estava enfraquecida, limitando o escoamento da carne no mercado interno.
Segundo o Cepea, o movimento atual está relacionado à valorização mais intensa do boi gordo em relação à carne no atacado. A oferta restrita de animais prontos para abate e as dificuldades dos frigoríficos em completar as escalas têm sustentado as cotações do animal, cenário que resultou em novas altas no mercado físico paulista. +Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural
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