Precisa de atendimento de saúde? Veja quais são os golpes mais comuns na área

 

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Golpes no atendimento de saúde são cada vez mais frequentes. No Tribunal de Justiça do Rio, tramitam processos que apontam para quadrilhas especializadas e esquemas montados a partir do acesso fraudulento a dados de pacientes sem o conhecimento das instituições de saúde.

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Segundo a Polícia Civil, as fraudes costumam explorar o medo, a preocupação com a saúde e a confiança em instituições conhecidas. Idosos são frequentemente os alvos, mas qualquer pessoa pode ser enganada.

— Esses casos são absolutamente corriqueiros. Há registros não só na especializada, mas em praticamente todas as delegacias do estado. Não é um crime restrito à condição etária da vítima — afirma o delegado Mario Luiz da Silva, da Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (DEAPTI).

Em nota, a Associação Nacional de Hospitais Privados diz que, “diante da recorrência desse tipo de golpe, é fundamental que pacientes e familiares redobrem a atenção e adotem medidas de prevenção”.

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— Esses golpes afetam diretamente os beneficiários, que sofrem perdas financeiras e emocionais, e também comprometem todo o sistema, ao elevar custos e fragilizar a relação de confiança na saúde suplementar. Por isso, precisam ser rigorosamente apurados e punidos — diz Gustavo Ribeiro, presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge).

Veja quais são os golpes mais comuns aplicados por essas quadrilhas e fique atento:

Cobrança por exame fora do plano

Golpistas afirmam que o procedimento não foi autorizado pelo convênio e exigem pagamento imediato para não suspender o atendimento.

Taxa emergencial inexistente

Criminosos dizem que houve agravamento do quadro clínico e cobram uma taxa para acelerar exames ou cirurgias.

Medicamento ou material “especial”

Alegam falta de insumos e cobram por remédios ou materiais supostamente não cobertos.

Central financeira falsa

Os golpistas se passam por funcionários do setor financeiro do hospital ou do laboratório e enviam dados bancários para receber Pix ou transferência.

Laboratório fantasma

Usam o nome de laboratórios conhecidos para cobrar exames que realmente foram solicitados, mas são cobertos pelo plano ou ainda nem foram realizados.

Falso anestesista

Alegando necessidade de cirurgia emergencial, cobram falsos honorários de anestesista cuja despesa não seria coberta.