Posição do Brasil sobre ataque ao Irã amplia embate entre aliados de Lula e Bolsonaro

 

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O ataque feito por Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado (28) virou mais um elemento de disputa política entre os apoiadores do presidente Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro. A nota oficial do Itamaraty, com a posição oficial do governo brasileiro, adotou um tom de maior cautela, condenando os ataques norte-americanos e pedindo a interrupção das operações militares.

Já a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, subiu o tom, chamando a ação autorizada por Donald Trump de irresponsável e de um ataque autoritário. Ainda segundo Gleisi, o ataque é mais uma ameaça à paz e à estabilidade do mundo e nada justifca a ofensiva militar contra populações civis, principalmente quando havia negociações diplomáticas em curso.

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A nota do Itamaraty e o posicionamento de Gleisi Hoffmann causaram reação de Flávio Bolsonaro. O senador disse que o posicionamento do governo Lula diante do regima iraniano é inaceitável e que o apoio político à Terrã coloca o país do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza do regime.

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Lula não se manifestou. Já o vice-presidente, Geraldo Alckmin, disse que o Brasil se manteve na postura tradicional de sempre defender a paz. "O presidente Lula sempre tem destacado que o Brasil é o país promotor da paz. Então, a diplomacia brasileira sempre atua em defesa da paz, na promoção da paz. Essa é a postura brasileira", afirmou.

Itamaraty faz alerta

O Itamaraty também divulgou um alerta consular recomendando que os brasileiros evitem viajar para alguns países do Oriente Médio. Estão na lista de países que devem ser evitados o próprio Irã, mas também Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina e Síria.

De acordo com o ministério de relações exteriores, para os brasileiros que já estejam em áreas sob ataque ou bombardeios, a recomendação é procurar um abrigo imediatamente. Há também recomendações gerais de segurança, como evitar multidões e protestos e seguir as orientações das autoridades locais.