Portugal emite alerta para Lisboa e regiões a espera de calor de até 44 °C; Espanha contabiliza mais de mil mortos em junho
Portugal colocou diferentes regiões do país, incluindo Lisboa, Setúbal, Coimbra e Leiria, sob alerta vermelho para calor, em um momento em que o país se prepara para temperaturas que podem alcançar os 44 °C na sexta-feira.
Em meio ao calor extremo que afeta diferentes partes da Europa nas últimas semanas, a Península Ibérica deve registrar novas altas, enquanto ainda contabiliza o impacto anterior, com autoridades da Espanha atribuindo 1.028 mortes registradas em junho ao calor.
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O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou que Lisboa e Setúbal entrarão em alerta vermelho na quinta-feira, com o grau de alerta sendo estendido na sexta-feira a Leiria e Coimbra, mais ao norte, onde os termômetros devem atingir as temperaturas mais elevadas.
Um alerta laranja já está em vigor nesta quarta-feira para quatro regiões do interior, incluindo Évora, onde a temperatura pode chegar a 41 °C.
"Durante este período muito quente, o aspecto mais notável é a sua duração, que deverá ser de pelo menos uma semana", afirmou o IPMA em comunicado divulgado na noite de terça-feira.
Recordes históricos de temperatura foram quebrados nas últimas semanas em países como Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Hungria e Alemanha — além de recordes no Reino Unido e na Suíça, de temperatura mais alta para junho, e na França, para máxima no período noturno —, quando um domo de calor varreu o continente.
Cientistas do World Weather Attribution afirmam que o fenômeno recente foi o mais intenso já registrada na Europa e teria sido "praticamente impossível" de ocorrer sem influência das mudanças climáticas.
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A extensão do impacto provocado pelo calor extremo europeu está sendo determinado à medida que novos fenômenos avançam.
Após a Organização Mundial de Saúde (OMS) informar no domingo que mais de 1.300 mortes adicionais foram registradas na Europa desde 21 de junho, atribuídas à onda de calor sem precedentes, o Instituto de Saúde Carlos III, com sede em Madri, indicou nesta quarta-feira que ao menos 1.028 mortes foram atribuídas ao calor na Espanha em todo o mês de junho.
O número representa mais que o dobro do número do mesmo mês de 2025 (407 óbitos atribuídos ao calor), que havia sido até então o junho mais quente desde o início da série estatística, segundo a agência meteorológica espanhola Aemet.
Junho também encerrou o primeiro semestre "mais quente" já registrado no país.
As estimativas de mortalidade são baseadas em um sistema chamado "MoMo" (Monitoramento da Mortalidade), que compila diariamente o número de óbitos na Espanha e calcula a diferença entre a mortalidade real e a que era prevista a partir do registro das séries históricas.
(Com AFP)
