Porto Maravilha: pela primeira vez, terreno em área nobre do projeto irá a leilão
Quinze anos depois de o projeto Porto Maravilha ter sido lançado com a proposta de revitalizar a Zona Portuária do Rio, o Fundo de Investimento Imobiliário da Caixa Econômica Federal (FIIPM) decidiu colocar à venda, pela primeira vez, uma área na Avenida Francisco Bicalho. A área é considerada nobre no programa devido à oferta de grandes terrenos em uma região cujo gabarito pode chegar a 50 andares (150 metros de altura), o mais alto do projeto. O FIIPM recebeu uma oferta por um terreno de 2,5 mil metros quadrados, no sentido Rodoviária Novo Rio, e decidiu abrir consulta pública para identificar se há novos interessados.
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O terreno está sendo oferecido por R$ 27,5 milhões, e o interessado ainda terá de aportar pelo menos 15 mil Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), uma espécie de título imobiliário que permite ao investidor construir nos limites previstos na legislação, mas acima de uma altura mínima estabelecida pelas regras urbanísticas. O prazo-limite para apresentação de propostas é o dia 8 de junho, pelo e-mail negociosporto@caixa.gov.br.
— O objetivo é divulgar a oportunidade ao mercado e ampliar a concorrência, permitindo a apresentação de propostas iguais ou melhores à intenção de compra já recebida — explicou João Paulo Vargas da Silva, diretor de Gestão de Fundos Estruturados da Caixa.
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Originalmente, o terreno faz parte de uma área maior na qual o empresário Donald Trump Jr., filho do presidente americano Donald Trump, chegou a anunciar, em visita à cidade em 2016, que construiria, em parceria com investidores privados brasileiros, a Trump Tower Rio. O empreendimento, que não saiu do papel, previa cinco torres comerciais com 38 andares cada.
— O ideal seria que o fundo oferecesse ao mercado uma área maior. Mas essa é uma região que tende a se valorizar, uma das principais do projeto, até com a chegada de moradores a outros empreendimentos que já foram lançados na região. E o local é de fácil acesso: fica bem próximo da estação do VLT de Praia Fomosa — explicou o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, Gustavo Guerrante.
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Ele acredita que dificilmente o comprador vai exercer o direito de construir os 50 pavimentos caso a opção seja erguer empreendimentos residenciais voltados para um público de classe média de menor renda. Isso exigiria a execução de reforços estruturais que encareceriam a obra.
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