A participação do Porto do Recife na terceira edição da Multimodal Nordeste, realizada dos dias 4 a 6 de agosto, no Recife Expo Center, na capital pernambucana, foi comemorada pela direção do órgão. O estande montado no local do evento, que reuniu uma gama de empresas consolidadas do setor, permitiu o contato direto com clientes e fornecedores, abrindo a possibilidade de futuros negócios e crescimento na movimentação de cargas do complexo.
Para começar, o diretor-presidente do Porto do Recife, Wagner Maciel, ressaltou que a feira aconteceu justamente em uma área do porto arrendada à iniciativa privada, um antigo armazém, e em um momento que o complexo portuário passa por um investimento robusto que visa requalificar, modernizar e preparar o equipamento para novos negócios e clientes nos próximos a anos. No aporte de investimentos mais recente, da ordem de R$ 115 milhões, ele destacou as obras de dragagem iniciadas no mês de junho, que chegaram a 40% de execução e têm previsão de término para o final de novembro, o novo sistema de defensas.
“Firmamos, com o Ministério de Portos e Aeroportos, um termo de compromisso para a renovação do sistema de defensas, essenciais para a segurança das operações no porto e das embarcações que atracam nos cais. Esse sistema vai trazer, justamente, uma maior competitividade e segurança na movimentação portuária para o Porto do Recife”, explicou Wagner Maciel. Ele lembrou que o porto tem cargas cativas já consolidadas, sendo a principal delas o açúcar. “É um setor que é resiliente e que ainda tem uma forte presença na matriz econômica do nosso estado, e que contribui muito para a exportação a partir do Porto do Recife”, completou o diretor-presidente.
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As obras de dragagem vão permitir o aumento da profundidade no canal de acesso aos cais para até 12 metros, o que vai possibilitar a atracação de embarcações maiores. Nesse contexto, a cada metro dragado no calado operacional, o porto ganhará 2.400 toneladas de carga geral e 500 toneladas de granéis sólidos por navio em operação. Isso significa o aumento direto da competitividade nos cenários nacional e internacional.
Além disso, a dragagem estimula a movimentação de cargas e passageiros, gera mais empregos diretos e indiretos, e fortalece a logística regional e o setor produtivo pernambucano. A potencialização do turismo marítimo, especialmente no segmento de cruzeiros, é outro benefício direto proporcionado pela obra. Ela se soma a outros investimentos que vão impulsionar os negócios.
Na avaliação do diretor-presidente, a Multimodal Nordeste foi importante também para divulgação de outros produtos além do açúcar que fazem parte das operações diárias do Porto do Recife, como fertilizantes, barrilha (bastante utilizada na fabricação de vidro e sabão), malte cevada, trigo e bobinas de aço. Além disso, ele destacou a elaboração de estudos técnicos elaborados pela administração portuária para atrair eventos distintos em alguns dos pátios e armazéns junto à iniciativa privada para que o terminal marítimo obtenha receitas com essas locações.
Para o gestor, o porto entrará em uma nova fase promissora. “Estou muito animado e entusiasmado com o Porto, que vive um momento muito promissor com a perspectiva de investimentos atualmente em execução, bem como previstos para os próximos anos. O objetivo é que este importante terminal que é o Porto do Recife fortaleça sua pujança e atuação na economia de Pernambuco e do Nordeste”, completou Wagner Maciel.
Folha de Pernambuco