Porta-voz de Netanyahu renuncia após ter feito declarações contra Judeus Mizrahi e ao próprio primeiro-ministro
O porta-voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Ziv Agmon, pediu demissão após virem à tona, na noite passada, declarações de cunho racista contra judeus mizrahi e críticas ao próprio Netanyahu.
Em nota divulgada pelo gabinete do premiê, Agmon admite a autenticidade das falas, mas sustenta que foram retiradas de contexto.
“Durante a última semana, uma pessoa com quem eu tinha uma relação de amizade de longa data decidiu divulgar trechos de nossas conversas privadas”, disse ele. “A grande maioria dessas conversas ocorreu antes mesmo de eu assumir meu cargo no Gabinete do Primeiro-Ministro. Os trechos divulgados foram tirados de contexto e seu único propósito era difamar minha reputação e prejudicar o primeiro-ministro a quem sirvo.”
Ele diz que as reportagens sobre ele não refletem quem é nem os seus valores e classifica como “ridículas” as acusações de racismo contra judeus de origem marroquina, alegando que sua própria família tem raízes no Marrocos.
“A tentativa de pegar fragmentos de frases de conversas pessoais e privadas, a maioria delas de anos atrás, torná-las públicas e apresentá-las como posições atuais e oficiais do falante deve ser condenada”, disse ele, pedindo desculpas a todos que se sentiram ofendidos pelas declarações.
Ele afirma que se juntou ao gabinete de Netanyahu para atuar nos bastidores, mas, diante da exposição e de “um discurso público divisivo” formado ao seu redor, comunicou ao premiê que decidiu deixar o cargo
“Gostaria de expressar meu profundo apreço ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu”, escreveu ele. “O maior privilégio da minha vida foi poder auxiliá-lo nestes dias históricos, ao lado da Sra. Sara Netanyahu, cujo apoio inabalável fortalece o primeiro-ministro e todo o gabinete.”
