Porta-voz das Forças de Defesa de Israel afirma que os assassinatos seletivos de líderes iranianos continuarão

 

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O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Brigadeiro-General Effie Defrin, prometeu, nesta quinta-feira (26), que os militares continuarão a caçar líderes iranianos. Declaração veio após o assassinato do chefe da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Alireza Tangsiri, em Bandar Abbas, durante a noite.

“As eliminações não vão parar; continuaremos a perseguir qualquer pessoa que ameace Israel”, afirma ele.

Defrin afirmou ainda que, até o momento, as forças atingiram mais de 1.000 alvos das indústrias de produção de armas do Irã durante a guerra.

“Estamos falando das fábricas que produzem mísseis, drones e sistemas de defesa”, disse ele em uma coletiva de imprensa.

Defrin também disse que as Forças de Defesa de Israel estão atacando “todos os ativos das indústrias de armamentos. Também atingiremos os subcontratados”.

“Nos próximos dias, vamos consolidar essa conquista e afastar essa ameaça por um longo período”, acrescenta.

Trump considera invasão terrestre ao Irã por acreditar que país cederia à pressão militar, diz jornal

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião de gabinete do governo.

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Um representante de um dos países que fazem a mediação entre Estados Unidos e Irã afirmou ao The Times of Israel que o presidente Donald Trump estaria inclinado a autorizar uma ampla ofensiva terrestre contra o território iraniano. Segundo ele, Washington avalia que Teerã acabaria cedendo diante da pressão militar.

De acordo com a fonte, que acompanha de perto as negociações, autoridades americanas admitem reservadamente que o Irã dificilmente aceitará as concessões previstas no plano de 15 pontos apresentado pelos EUA. Diante disso, milhares de soldados teriam sido enviados à região com o objetivo de tomar a ilha de Kharg, sob ordens de Trump.

Um segundo representante de um país mediador pondera que, embora os Estados Unidos possam conseguir capturar a ilha, mantê-la por um período prolongado exigiria um contingente muito maior de tropas e combates mais extensos, ultrapassando o prazo de quatro a seis semanas divulgado publicamente por Washington. Mesmo com a quarta semana sendo completada no sábado, o governo americano sustenta que a operação segue adiantada em relação ao cronograma.

Ambos os mediadores avaliam que é improvável que a República Islâmica capitule, independentemente da realização de uma ofensiva terrestre. Ainda assim, afirmam que o Irã pode aceitar agora condições que anteriormente rejeitava, antes do início do conflito.

Na segunda-feira, Trump anunciou que adiaria para sexta-feira o prazo para que Teerã aceite a proposta de 15 pontos que visa encerrar a guerra, sob pena de enfrentar uma campanha de bombardeios contra instalações nucleares.

A expectativa é de que milhares de fuzileiros navais adicionais dos EUA cheguem à região por volta desse novo prazo estabelecido.