Porta-aviões nuclear mais antigo do mundo chega ao Rio para missão de defesa dos EUA com dez países; entenda
A Marinha dos Estados Unidos anunciou a chegada ao Rio de Janeiro da Operação Southern Seas 2026, que terá como principal ativo o porta-aviões de propulsão nuclear USS Nimitz (CVN 68), da classe Nimitz. A embarcação, mais antiga do mundo dentre os porta-aviões ainda em atividade, navegará pela costa sul-americana ao lado do destróier de mísseis guiados USS Gridley (DDG 101), realizando exercícios conjuntos com forças navais de dez países parceiros da região. O Brasil figura entre os destinos previstos para escalas portuárias, ao lado de Chile, Panamá e Jamaica, mas os detalhes da visita à Cidade Maravilhosa ainda estão sendo confirmados.
Veja também: Como é a trilha do Morro Dois Irmãos onde turistas ficaram 'ilhados' durante tiroteio; CEO do Na Favela Turismo explica percurso
Vídeo: explosão de caminhão-tanque na Via Dutra deixa dois mortos, destrói veículos e interdita estrada nos dois sentidos
A operação marca a 11ª edição do exercício desde sua criação, em 2007, consolidando-se como o principal mecanismo de cooperação naval dos EUA no hemisfério ocidental. Além de manobras em alto mar, a Southern Seas 2026 prevê intercâmbios técnicos entre especialistas militares e a presença de autoridades convidadas de países parceiros a bordo do porta-aviões, onde poderão acompanhar de perto as operações da embarcação.
Em comunicado enviado para O GLOBO, o contra-almirante Carlos Sardiello, comandante das Forças Navais do Comando Sul dos EUA e da 4ª Frota, afirmou que a missão é "um exemplo claro de dedicação dos EUA ao fortalecimento de parcerias marítimas, à construção de confiança e ao trabalho conjunto para enfrentar ameaças comuns".
Conheça o USS Nimitz
Do ponto de vista técnico-militar, o USS Nimitz é considerado o topo da hierarquia de projeção de poder aeronaval. Nenhum outro sistema de armas reúne o mesmo nível de capacidade de resposta, autonomia, poder multidimensional, consciência do espaço de batalha e capacidades de comando e controle de um grupo de ataque de porta-aviões e sua ala aérea embarcada, segundo a Marinha americana.
USS Nimitz, porta-aviões da Marinha Americana
Reprodução: Marinha dos Estados Unidos
Fusca: Trinta anos após sair de linha, modelo é cada vez mais icônico: atrai olhares, coleciona fãs e inspira histórias de amor
O grupo de ataque conta com a ala aérea embarcada Carrier Air Wing 17 (CVW 17), integrada por seis esquadrões que operam aeronaves F/A-18E/F Super Hornet, EA-18G Growler, C-2A Greyhound e MH-60R/S Seahawk. A força inclui ainda o Esquadrão Marítimo de Helicópteros (HSM) 73, o Esquadrão de Combate Marítimo de Helicópteros (HSC) 6, o Esquadrão de Apoio Logístico da Frota (VRC) 40, o Esquadrão de Caça de Ataque (VFA) 22, o VFA-137 e o Esquadrão de Ataque Eletrônico (VAQ) 139.
A 4ª Frota é descrita pelo Comando Sul americano como o parceiro marítimo de confiança das forças do Caribe, da América Central e da América do Sul, contribuindo para o fortalecimento da integração e segurança regional. A operação foi anunciada formalmente em San Diego, sede do comando, em 23 de março.
