Porta-aviões americano Nimitz, perto de ser aposentado após 50 anos de atividade, muda paisagem da Baía de Guanabara
Quem passa pela Ponte Rio-Niterói ou pelo entorno da Baía de Guanabara deve ter percebido algo diferente na paisagem desde a manhã de quinta-feira. Imponente, o porta-aviões americano USS Nimitz, da Marinha dos EUA, chegou ao Rio e ficará atracado em um píer móvel próximo à Ilha Fiscal até 14 de maio, como parte da Operation Southern Seas 2026, exercício conduzido pela 4ª Frota da Marinha dos Estados Unidos em parceria com forças navais da América Latina. O tour por esta parte do continente é a última viagem da embarcação, que será aposentada e desmontada ao retornar ao país natal.
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Com quase 333 metros de comprimento, correspondente a mais de três campos de futebol, e 20 metros de altura acima da superfície da água, o equivalente a um prédio de 7 andares, a sensação de encontrar o Nimitz se assemelha ao que seria encarar um edifício de grandes proporções flutuando no mar — com a diferença de que, no lugar de varandas e terraço, estão caças F-18 e lançadores de foguetes de defesa antiaérea.
O EXTRA foi convidado pela Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ), órgão regulador da energia nuclear no mar brasileiro, para acompanhar a realização de um teste da radioatividade da água no entorno da embarcação estrangeira, movida por energia gerada por dois reatores atômicos a bordo. De uma lancha da Marinha do Brasil, a reportagem ficou a menos de 50 metros do porta-aviões nuclear lançado em 1975, o mais antigo em operação do mundo.
O Nimitz visto da linha d'água: um gigante com mais de 20 metros de altura
Pablo PORCIUNCULA / AFP
A magnitude do navio de guerra, que tem um deslocamento (o peso da embarcação) de 100 mil toneladas, se torna ainda mais impactante quando comparada à de embarcações que, fora do contexto, poderiam impressionar pelo tamanho, como os barcos rebocadores que vêm e vão do Porto do Rio e acabam desfilando em frente ao gigante, ou então a simpática escuna contratada pelos militares americanos para abastecer o navio de mantimentos, que, ao parar ao lado do porta-aviões, parece minúscula.
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Além do tamanho, o USS Nimitz também impressiona nos números. Projetado no auge da Guerra Fria para navegar por 20 anos sem precisar atracar, a embarcação pode levar uma tripulação de até 6 mil militares, dos quais apenas pouco mais de 5 mil participam da viagem atual.
O porta-aviões contra a Ponte Rio-Niterói: embarcação tem mais de 330 metros de comprimento
Guito Moreto
No convés da embarcação, que mede mais de 25 mil metros quadrados, podem ser acomodadas de 80 a 90 aeronaves de guerra — número que salta para 130 caso sejam transportados apenas caças — que podem decolar com um intervalo de apenas 20 segundos.
Apesar do poder bélico e do tamanho, o Nimitz veio em paz: prova disso são os acenos constantes dos marinheiros americanos a bordo para seus colegas brasileiros.
