O que muda na rotina de uma família quando a casa fica dentro de um dos maiores parques históricos da Inglaterra? Para o príncipe William e Kate Middleton, a mudança para Forest Lodge, em Windsor, representou a possibilidade de criar os três filhos em contato mais próximo com a natureza, mas também trouxe uma consequência para quem costumava frequentar a região: parte dos caminhos e acessos públicos precisou ser fechada para garantir a segurança dos moradores.
A residência dos príncipes de Gales está cercada por uma extensa área verde, com trilhas, espaços para piqueniques e áreas destinadas a atividades ao ar livre. Confira: Fortuna de Charles III impressiona, mas decisão envolvendo Camilla chama atenção
Família Real: por que alguns nomes se repetem há gerações? O casal deixou Adelaide Cottage em 2025 e passou a viver na propriedade georgiana com os filhos, príncipe George, princesa Charlotte e príncipe Louis.
Com oito quartos, Forest Lodge foi escolhida como endereço da família para os próximos anos. Segundo informações da imprensa britânica, William e Kate pretendem permanecer no imóvel mesmo quando ele assumir o trono.
Uma mansão histórica, mas sem compra Construída na década de 1770, a residência era inicialmente conhecida como Holly Grove.
O imóvel passou a integrar o patrimônio da Coroa britânica em 1829 e, durante mais de um século, serviu como moradia oficial do vice-administrador do Windsor Great Park. Depois de uma reforma de grande porte em 2001, a casa recebeu novos reparos antes da chegada dos príncipes.
Entre os atrativos da propriedade estão um salão de baile, um lago e uma quadra de tênis. Seu valor de mercado é estimado em cerca de US$ 21 milhões (aproximadamente R$ 115,4 milhões), segundo o jornal "The Independent".
Apesar da avaliação, William e Kate não compraram a mansão: a família paga aluguel de mercado, estimado pelo "The Times" em aproximadamente US$ 411.435 por ano (cerca de R$ 2,26 milhões). A localização também ajuda a explicar a escolha.
Forest Lodge fica dentro do Windsor Great Park, parque histórico com cerca de 1.940 hectares, equivalente a 4.800 acres. Aberto ao público, o espaço recebe milhões de visitantes por ano e é utilizado para caminhadas, corridas, passeios de bicicleta e piqueniques.
A chegada da família real mudou o acesso ao parque A proximidade com uma área pública, no entanto, exigiu adaptações.
Para proteger os moradores, foi estabelecido um perímetro de segurança de aproximadamente 150 acres, ou 61 hectares, ao redor da residência. A área, que tem cerca de 3,7 quilômetros de extensão, conta com cercas, câmeras de monitoramento e barreiras naturais formadas por árvores.
As restrições também atingiram a circulação de frequentadores do parque. A entrada Cranbourne Gate e um estacionamento foram fechados, provocando reclamações de moradores que costumavam utilizar os acessos, inclusive para passear com seus cães.
Alguns disseram ter tido pouco tempo para reorganizar seus trajetos. A entrada sem autorização na área protegida pode resultar em prisão, conforme as regras estabelecidas pelas autoridades britânicas.
Embora parte dos frequentadores tenha questionado as mudanças, outros reconheceram a necessidade de reforçar a proteção de William, Kate e das crianças. Por que a natureza é importante para William e Kate?
A escolha de Windsor também dialoga com um hábito valorizado pelo casal: passar tempo ao ar livre. Em uma conversa com integrantes da Guarda Irlandesa, em 2025, Kate comentou que a família havia deixado Londres em busca de mais contato com áreas verdes, sem, contudo, ficar muito distante da capital.
A princesa já falou publicamente sobre o prazer de compartilhar atividades na natureza com os filhos. Em entrevista a um podcast, descreveu seus momentos preferidos em família como aqueles em que todos estão no campo, ao ar livre e completamente sujos.
Ela também demonstrou interesse pelo chamado banho de floresta, prática de origem japonesa que propõe uma imersão na natureza como forma de desacelerar e estimular a conexão com o ambiente. Esse contato ganhou outro significado após os desafios enfrentados pela família nos últimos anos.
Em 2024, Kate anunciou que estava em tratamento contra um câncer e, em janeiro de 2025, informou que a doença estava em remissão. O período também foi marcado pelo diagnóstico de câncer do rei Charles III e pela morte da rainha Elizabeth II, em 2022.
De onde vem a fortuna de William e Kate? A estrutura financeira da família também ajuda a entender como os príncipes mantêm seu padrão de vida.
Uma das principais fontes de renda de William é o Ducado da Cornualha, patrimônio criado no século XIV e formado por terras agrícolas, imóveis residenciais e comerciais e investimentos. O príncipe passou a receber os rendimentos do ducado em 2022, quando Charles III assumiu o trono.
No ano fiscal encerrado em 31 de março de 2026, o patrimônio registrou superávit distribuível de 21,6 milhões de libras (aproximadamente R$ 159,2 milhões). O valor representa a renda líquida disponível no período, e não a fortuna pessoal de William.
Pelas regras da instituição, o herdeiro do trono recebe os rendimentos gerados pelos bens, mas não tem liberdade para tratar terrenos e propriedades como patrimônio particular e vendê-los livremente. Os recursos ajudam a custear despesas pessoais e compromissos oficiais do príncipe e de sua família.
Segundo a "Reuters", William pagou 7,76 milhões de libras em impostos no ano fiscal de 2024/2025 (cerca de R$ 57,2 milhões). A quantia oferece uma dimensão dos recursos administrados pelo herdeiro, mas não permite calcular seu patrimônio total.
Não existe uma estimativa oficial consolidada da fortuna individual de William e Kate. Números divulgados por publicações especializadas em celebridades devem ser analisados com cautela, já que frequentemente misturam patrimônio privado, rendimentos de instituições reais e bens vinculados à Coroa britânica.
O Globo