Por que Timothée Chalamet foi ‘cancelado’? Entenda polêmica antes do Oscar 2026
O ator Timothée Chalamet, apontado como um dos favoritos ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Ator, passou a enfrentar críticas nas últimas semanas após uma declaração sobre ópera e balé. A polêmica surgiu às vésperas da cerimônia da Academia, marcada para o próximo dia 15 de março, e pode ter afetado a percepção de parte do público e de votantes da premiação.
Chalamet é um dos principais concorrentes do brasileiro Wagner Moura, indicado pelo filme O Agente Secreto, além de disputar o prêmio com Michael B. Jordan, de Pecadores.
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A controvérsia envolvendo o ator norte-americano ocorreu durante uma conversa com Matthew McConaughey, promovida pela revista Variety e pela emissora de televisão CNN. Na entrevista, o protagonista de Marty Supreme (2025) afirmou que não gostaria de trabalhar em algo como balé ou ópera, pois, segundo ele, seriam áreas em que é necessário “manter algo vivo mesmo que ninguém mais se importe”.
A fala provocou críticas de instituições e artistas ligados às artes cênicas. Um dos posicionamentos mais repercutidos veio do Grupo Corpo, companhia brasileira de dança, que publicou nas redes sociais um vídeo com a declaração do ator intercalada com imagens de um espetáculo da companhia com o teatro lotado.
Na legenda, o coletivo escreveu: “Há quem diga que ninguém se importa. Mas os aplausos contam outra história. Algumas artes atravessam o tempo e continuam emocionando plateias do mundo inteiro”.
A repercussão também chegou a instituições internacionais. O Royal Ballet and Opera, do Reino Unido, respondeu à declaração em comunicado ao The Hollywood Reporter. Segundo a instituição, balé e ópera têm influência histórica sobre diversas manifestações artísticas. “Balé e ópera nunca existiram isoladamente — eles continuamente informam, inspiram e elevam outras formas de arte”, afirmou o comunicado.
Polêmica ocorre em momento decisivo da corrida pelo Oscar
Wagner Moura desbancou "nomes de peso" e levou o prêmio de "Melhor Ator em Drama" no Golden Globes. (CHRIS PIZZELLO/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)
A controvérsia acontece em um momento sensível da disputa pelo Oscar 2026. Nos últimos dias, a revista Variety divulgou votos anônimos de integrantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. De acordo com o levantamento, a categoria de Melhor Ator aparece como uma das mais abertas da premiação. Entre sete votantes revelados pelo veículo:
Michael B. Jordan (Pecadores) recebeu três votos;
Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra) teve dois;
Timothée Chalamet (Marty Supreme) recebeu um;
Wagner Moura (O Agente Secreto) também recebeu um.
Segundo dados mais recentes da Academia, a instituição reúne 11.126 membros, dos quais 10.136 são votantes ativos. Entre eles estão atores, diretores, produtores e outros profissionais da indústria cinematográfica.
