Por que carros com 'placa preta' são valorizados? Entenda após vídeo de Ana Castela com picape rara dos anos 1970
A cantora Ana Castela publicou um vídeo nas redes sociais em que apresenta sua picape Ford F-150 Custom, de 1978, destacando a placa preta, identificação destinada a veículos de coleção no Brasil. No vídeo, a artista faz um “tour” pelo carro e comenta o preço elevado.
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"Tem seus defeitos, mas pelo menos custou muito caro", afirmou. Em outro momento, detalhou: "É minha Ford F-150. Ela custou bem cara.. Esse é o pneu dela hein? Ó, pensa só, é chique demais".
Durante o registro, ela também aponta problemas do veículo. "Tá velhinha? Mas é minha! Ó, o volante tá faltando um pedaço aqui, mas também nada que a gente não resolva. O velocímetro não funciona, mas pelo menos a placa dela é preta. O ar funciona muito bem. Esse aqui é o nosso cinto (...) aqui é o nosso freio de mão. Felizmente, o nosso vidro é a manivela. Dá uma demoradinha pra subir, mas ele sobe".
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O que significa a placa preta?
Criada em 1997 pelo Código de Trânsito Brasileiro, a placa preta é concedida a automóveis que preservam características originais e atendem a critérios técnicos, sendo considerada um selo de valor histórico e prestígio entre colecionadores.
Para obter a certificação, o veículo precisa passar por avaliação especializada e manter alto grau de originalidade em itens como motor, carroceria e interior.
Placa preta para carros
Divulgação
Nos últimos anos, a placa preta passou por alterações com a adoção do padrão Mercosul, obrigatório desde 2020.
O modelo tradicional — com fundo preto e caracteres em cinza — foi substituído por uma versão com fundo branco e caracteres prateados. A mudança decorre da Resolução nº 957 de 2022 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
O novo sistema, chamado PIV (Placa de Identificação Veicular), ampliou as combinações possíveis ao adotar quatro letras e três números, alinhando o Brasil aos demais países do Mercosul.
Apesar disso, a alteração gerou críticas entre colecionadores por descaracterizar o visual clássico da placa preta.
Modelo pode passar de R$ 600 mil
A picape de Ana Castela foi um presente dos empresários Raphael Soares e Rodolfo Alessi, ligados à Agroplay, gravadora da cantora.
Entre os defeitos citados por ela estão falhas no velocímetro, desgaste no volante, acionamento manual dos vidros e vazamento de óleo, o que limita o uso em longas distâncias.
O modelo, fabricado nos anos 1970, é considerado item de coleção e pode ser vendido em leilões nos Estados Unidos por valores entre US$ 60 mil e US$ 100 mil.
