Por que a tecnologia chegou às meias e o que isso revela sobre saúde e comportamento
Durante muito tempo, as meias foram vistas apenas como um item complementar do vestuário, escolhidas mais por estética ou preço do que por funcionalidade. Esse cenário começa a mudar com a chegada das chamadas meias tecnológicas, desenvolvidas para lidar com questões comuns como suor excessivo, mau odor e desconforto térmico nos pés.
O mau odor, muitas vezes tratado como tabu, não está necessariamente ligado à falta de higiene. Ele resulta da interação entre suor, bactérias e ambientes fechados, como calçados usados por longos períodos. Tecidos que favorecem a ventilação e reduzem a proliferação bacteriana podem contribuir para diminuir esse problema, tornando o uso diário mais confortável.
Nesse contexto, marcas brasileiras passaram a investir em soluções voltadas ao bem-estar cotidiano. A Mini Panda atua no desenvolvimento de meias com foco em respirabilidade, controle de umidade e conforto prolongado. A proposta é aplicar tecnologia a uma peça simples, presente na rotina da maioria das pessoas.
Para Pedro Haraguti, diretor-executivo da Mini Panda, o tema envolve também comportamento e saúde. Segundo ele, muitos desconfortos associados aos pés são naturalizados e acabam sendo ignorados, apesar de impactarem diretamente a qualidade de vida no dia a dia.
Especialistas destacam que, além da escolha de tecidos adequados, hábitos como alternar calçados, secar bem os pés após o banho e trocar as meias diariamente continuam sendo fundamentais. As inovações no vestuário entram como complemento a essas práticas, e não como substituição.
A presença da tecnologia em peças básicas reflete uma mudança mais ampla na relação das pessoas com o consumo. Há uma valorização crescente de produtos que entregam funcionalidade real e dialogam com o autocuidado, sem necessariamente estarem associados a tratamentos médicos ou soluções complexas.
