Por que a Igreja Católica não recomenda confissões, batismos ou casamentos no Sábado Santo?
Os dias que antecedem a Sexta-Feira da Paixão são marcados nas paróquias ao redor do mundo por mutirões de confissões. Neste momento, os fiéis são estimulados a se confessarem antes dos dias mais importantes para a Igreja Católica. No entanto, essa agenda é interrompida no meio da sexta-feira, quando há um momento de maior introspecção.
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Um dos padres residentes do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, no Recreio dos Bandeirantes, bairro da Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, Rafael Murucci explica que o momento é apenas de vigília no Sábado Santo.
— Dentro da liturgia, quer dizer que a gente celebrou a Paixão do Senhor na sexta. Como Jesus não ressuscita, a igreja fica sem sacramento. Não tem missa, batismo ou casamento. Embora de forma emergencial, se alguém precisar, você deve oferecer o sacramento. Uma vez, uma senhora quase me esfregou a Lei Canônica na cara, lembrando que a Igreja pede que não se recuse a confissão — explica.
Pode se confessar no Sábado Santo?
Na sexta, Murucci e outros padres atendem até o meio-dia, pouco antes da hora da paixão. Como é um santuário, local que recebe peregrinos e tem maior vocação para as confissões, o local ainda recebe um reforço de padre na Semana Santa.
Já o objetivo da confissão nos dias anteriores está direcionado a uma celebração mais pura da ressurreição.
— O objetivo é que nós, cristãos e católicos, morramos para os nossos pecados, como Jesus, na sexta-feira, para ressurgirmos com ele no domingo para uma vida nova, com Deus. Por isso a confissão, para abandonar o que é velho em nós para ressurgirmos — explica o padre Alexandre Pinheiro, que também estará no local.
