Ter um cartão de crédito exclusivo, uma casa de férias ou acesso a clubes privados pode não ser mais suficiente como símbolo de status entre americanos ricos. Agora, um novo item pode entrar nessa lista: a cidadania argentina. A Argentina anunciou um programa de cidadania por investimento que deve começar a funcionar até o fim de 2026. Segundo a Forbes, será o primeiro programa do tipo na América do Sul e também o primeiro oferecido por um país do G20. A iniciativa oferece dois caminhos. No primeiro, o interessado faz uma doação única e não reembolsável de US$ 350 mil, no caso de uma pessoa, ou US$ 450 mil para um casal. Há ainda valores adicionais de US$ 25 mil por filho menor de 18 anos e US$ 100 mil por filho entre 18 e 24 anos. A segunda opção é comprar um título do Tesouro argentino com prazo de sete anos e sem pagamento de juros. O investimento começa em US$ 800 mil para uma pessoa e US$ 900 mil para um casal, com os mesmos adicionais para filhos. Um “plano B” para milionários Mais do que a possibilidade de viver na Argentina, especialistas em migração ouvidos pela Forbes afirmam que americanos de alta renda estão buscando uma segunda cidadania como uma espécie de seguro diante de instabilidades políticas, econômicas e geopolíticas. Nuri Katz, presidente da consultoria Apex Capital Partners, que participou das discussões com o governo argentino, acredita que o programa pode ganhar uma dimensão de prestígio entre os mais ricos. “Será visto tanto como uma apólice de seguro quanto como uma espécie de símbolo de status”, afirmou Katz. Na comparação feita pelo executivo, ter a cidadania argentina poderia se tornar algo capaz de provocar a pergunta: “Como assim, você não tem Argentina?”. Outro fator é a diversificação geográfica. Eric Major, CEO e presidente da Latitude World, disse à Forbes que os americanos representam atualmente cerca de três quartos dos negócios de sua empresa. Segundo ele, alguns clientes passaram a pensar em passaportes de diferentes regiões de maneira semelhante à diversificação de uma carteira de investimentos. Para empresários americanos, a Argentina ainda apresenta uma vantagem prática: está em um fuso horário próximo ao dos Estados Unidos. Isso permitiria morar ou passar temporadas no país sem grandes mudanças na rotina profissional. Mais Lidas
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Por que a cidadania argentina virou símbolo de luxo entre americanos ricos?
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