Por logística e pelo 'poder econômico' do estado, Caiado usará São Paulo como base na pré-campanha
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência da República pelo PSD, afirmou que passará boa parte da campanha em São Paulo, no apartamento onde moram suas filhas, na Zona Sul da capital.
– Estou morando na casa das minhas filhas – disse político, na terça-feira (7), à Globo News. O imóvel está localizado nas redondezas do Aeroporto de Congonhas, o que facilitará a logística de Caiado a partir desta semana, uma vez que ele também deverá se deslocar com frequência para Brasília e outras capitais.
Segundo pessoas próximas a Caiado, não se trata de uma mudança completa, mas de uma escolha para a fixação de uma base diferente de seu domicílio, na capital goiana.
– A campanha concentra muito a presença em São Paulo, né? Por conta do poder econômico, ele quer debater com os grandes setores da economia brasileira, e praticamente todos os setores estão concentrados em São Paulo. Os meios de comunicação têm uma presença importante. Então a concentração maior é São Paulo. Hoje ele está em Brasília, por exemplo. E mais da metade do tempo é viajando – afirmou ao GLOBO Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, partido cuja sede nacional fica no centro de São Paulo.
O local foi o escolhido por Kassab para o anúncio da pré-candidatura de Ronaldo Caiado, em um evento realizado em 30 de março.
Na terça-feira, o ex-governador de Goiás participou de um evento em São Paulo e voltou a criticar a polarização política no país.
— Você acha que o Brasil quer mais isso? Três anos discutindo o 8 de janeiro, se aconteceu, não aconteceu, teve golpe, não teve golpe e tudo isso. E ninguém discute outra coisa. Por que é que não me bota no debate? Aí sim eu vou debater ciência, vou debater pesquisa, vou debater educação, saúde, obra, vou debater problemas políticas sociais — afirmou Caiado.
Questionado sobre suas diferenças em relação a Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador citou a idade de ambos.
— Bom, por vários motivos. Você botaria seu filho para ser operado por alguém que começou o primeiro ano de faculdade ou por quem já tem experiência de vários anos de cirurgia? — questionou.
