Polônia vai construir monumento para vítimas do

Polônia vai construir monumento para vítimas do 'genocídio' cometido por 'nacionalistas ucranianos'

Fonte: Bandeira



O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, anunciou neste sábado (11) a construção de um monumento para homenagear as vítimas do "genocídio" cometido pelos "nacionalistas ucranianos", em plena batalha memorial entre Varsóvia e Kiev pelos massacres de civis durante a Segunda Guerra Mundial.


"Será construído em Varsóvia um Muro da Lembrança, com uma chama eterna e os nomes de cada uma das vítimas encontradas e identificadas.

A República não esquecerá nenhuma delas", declarou Donald Tusk em uma mensagem em vídeo divulgada em suas redes sociais.


A luta pela memória que Varsóvia e Kiev travam há décadas a respeito dos massacres cometidos pelas duas partes durante a Segunda Guerra Mundial envenena as relações entre os dois países.


A disputa é particularmente perniciosa no contexto da atual guerra.


A Polônia, que faz fronteira com a Rússia — através do exclave de Kaliningrado — e com a Ucrânia, é um dos principais apoios de Kiev.

O território do país é uma via indispensável para o envio da ajuda ocidental.


O anúncio do chefe de Governo polonês aconteceu na véspera do aniversário do "domingo sangrento" de 1943, quando unidades do Exército Insurgente Ucraniano (UPA) e da Organização de Nacionalistas Ucranianos (OUN) assassinaram milhares de poloneses na Volínia, no noroeste da atual Ucrânia.


@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@


Segundo a Polônia, entre 70.000 e 100.000 civis poloneses morreram em massacres ocorridos entre 1943 e 1945, enquanto as represálias teriam provocado até 12.000 vítimas ucranianas.


"Um genocídio" perpetrado por "nacionalistas ucranianos", segundo Tusk.


Enquanto prosseguem as exumações acordadas entre os dois países nas valas comuns de Volínia, as relações entre Varsóvia e Kiev se deterioraram subitamente em maio, quando o presidente ucraniano Volodimir Zelensky anunciou que aceitou dar o nome de UPA a uma unidade militar.


Kiev também repatriou e sepultou Andrii Melnik, líder de um dos movimentos da OUN, da qual surgiu o UPA.


Na Ucrânia, os dois movimentos são considerados emblemas da luta pela independência contra o Exército Vermelho e a União Soviética.


Em represália por estas iniciativas ucranianas, o presidente nacionalista polonês Karol Nawrocki retirou de Zelensky a principal distinção honorária do país, a Ordem da Águia Branca.

O presidente ucraniano devolveu imediatamente a medalha, pelo correio.