Polo de música celebra Dia Mundial da Conscientização do Autismo em Duque de Caxias nesta quinta-feira
O Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado nesta quinta-feira, dia 2 de abril, ganha um significado prático e melódico no bairro Doutor Laureano, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. No Polo de Música Jornalista Ricardo Eugênio Boechat, da Fundação de Apoio à Escola Técnica, Ciência, Tecnologia, Esporte, Lazer, Cultura e Políticas Sociais (Fundec), as partituras servem como guia para o desenvolvimento cognitivo e social de crianças e jovens com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Secretaria de Saúde confirma caso de sarampo no Rio: paciente trabalha em hotel da cidade
Pai dá adeus a menino de 9 anos morto em atropelamento na Tijuca: mãe é velada na capela vizinha
Para além das notas musicais, o centro de ensino foca na transformação individual. Glaucinea Cristina Nascimento, de 38 anos, observa de perto essa evolução no filho, João Samuel, de 9 anos. Diagnosticado com autismo nível 2, o aluno do Centro de Ensino está há dois meses imerso nas aulas de musicalização, onde explora diferentes instrumentos.
— Meu filho gosta muito de dançar. Ele ama música e adora um forró — contou a mãe.
Segundo João Lucas Zambi, coordenador da pasta de música da Fundec, o corpo de professores recebe orientações específicas para adaptar o ensino às particularidades de cada estudante. O objetivo, de acordo com Lucas, é criar mecanismos de aprendizagem que garantam que o conteúdo seja absorvido.
— Até mesmo os processos avaliativos são estruturados para serem inclusivos, tornando o conhecimento acessível de acordo com as necessidades que os alunos venham a apresentar — explicou o coordenador.
O impacto da iniciativa reverbera nas famílias, que encontram no polo um espaço de acolhimento. Márcia Borges Costa, de 63 anos, não esconde o orgulho ao ver a desenvoltura da filha, Esther Valquíria, de 15 anos, diante do teclado.
— Todos os profissionais são carinhosos e muito competentes — elogiou Márcia.
A mesma emoção é compartilhada por Rosângela Patrocínio, de 58 anos. Seu filho, João Reinaldo, de 17 anos, também autista nível 2, escolheu o violino como companheiro de jornada. Para ela, os benefícios transcendem a técnica musical: o jovem apresentou uma melhora na interação social.
— Ele gosta muito de música clássica. Desde que veio pra cá ele se interessa em assistir a programas de música erudita na internet que revelam e valorizam jovens talentos. Estou muito feliz com o curso que ele está fazendo — contou a moradora do bairro Vila São Luís.
