Políticos do RJ veem clima 'favorável' para eleições diretas no estado; STF decide nesta quarta-feira

 

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O Supremo Tribunal Federal se prepara para definir o formato das eleições para o governo do Rio de Janeiro. A análise está marcada para quarta-feira e decidirá se o estado terá eleições diretas, com voto popular, ou indiretas, conduzidas pelos deputados estaduais.

Até o momento, quatro ministros já se posicionaram a favor das eleições diretas: Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Esses votos já haviam sido apresentados em outro processo que tratava das regras para uma eventual eleição indireta, e indicam uma tendência inicial na Corte.

Apesar disso, o cenário ainda é indefinido. Atualmente, o Supremo conta com um ministro a menos, o que abre espaço para um empate. Caso o placar fique em cinco a cinco, caberá ao presidente da Corte, Edson Fachin, resolver o impasse. Especialistas apontam a possibilidade de um voto de minerva de Fachin ou seguir a constituição estadual, que define a eleição indireta.

Entre políticos fluminenses, segundo apuração da CBN, o clima é considerado favorável à realização de eleições diretas, como forma de garantir maior legitimidade ao processo.

No entanto, o comentarista Lauro Jardim, da CBN e do jornal O Globo, apurou que os gargalos logísticos para se realizar duas eleições com voto popular num período de 90 dias podem alterar o cenário.

De acordo com ele, uma solução que ganhou força é manter no cargo de governador interino o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, até a eleição de outubro. Já a posse do candidato eleito em outubro seria antecipada.

Essa opção evitaria que o grupo político que ganhasse uma eventual eleição indireta dominasse a máquina do estado e influenciasse na eleição de outubro. Um nome apontado como favorito para uma eleição a ser realizada pela Alerj é o de Douglas Ruas, deputado estadual e ex-secretário de Cláudio Castro.

Em meio a toda essa indefinição, temos mais outra: a eleição para decidir o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio após a cassação de Rodrigo Barcellar. Os deputados decidiram aguardar a decisão do Supremo sobre o mandato-tampão antes de avançar com qualquer eleição interna.

Cabe lembrar que Tribunal de Justiça do Rio invalidou o trâmite que alçou Douglas Ruas, do PL, ao cargo no fim do mês passado. Na época, a Justiça estadual alegou que a Alerj deveria ter aguardado a retotalização dos votos e a redefinição das bancadas após a anulação da eleição de Bacellar. Esse processo deve ser finalizado no dia 12 de abril.