Policiamento 24h, ações de inteligência e bandidos e materiais ilícitos entre os alvos: entenda como será a ocupação da PM no Complexo de Israel - QTU Questões do Universo

Policiamento 24h, ações de inteligência e bandidos e materiais ilícitos entre os alvos: entenda como será a ocupação da PM no Complexo de Israel

Fonte: Bandeira da fonte

Com o objetivo de conter as disputas entre facções rivais no território, a intolerância religiosa e a exploração comercial por traficantes, a Polícia Militar começou a ocupar o Complexo de Israel na última sexta-feira.
O trabalho começou pelas comunidades Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica Pau.
Na manhã de segunda-feira, chegou a Vigário Geral e Parada de Lucas.
De acordo com a corporação, a ocupação será permanente, com policiamento 24h por dia, ações de inteligência e a apreensão de materiais ilícitos entre os alvos.

Equipes subordinadas ao Primeiro Comando de Policiamento de Área e ao Comando de Operações Especiais da PM irão circular por pontos estratégicos das comunidades.
As atenções também estarão voltadas para o entorno, como a Linha Amarela e Avenida Brasil, que terão reforço do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas com o objetivo de evitar ações de criminosos em retaliação às operações policiais.

'Bonde dos Taca Bala': Preso em operação no Complexo de Israel usava bandeira do país no colete
Acompanhamento espiritual: Quem são os 17 padres do Rio autorizados pelo Vaticano a realizar exorcismos
Nesta segunda-feira, quatro caminhões foram incendiados na Avenida Brasil por bandidos da Favela de Acari, que também é controlada pelo TCP.
— Como funciona uma ocupação? Não temos uma base fixa nas comunidades.
Temos policiais que estão lá fazendo o policiamento preventivo e ostensivo, junto ao setor de inteligência, que faz monitoramento sobre movimentação de criminosos.
Quando há troca de turno, ela é feita no próprio local, em vez de ser no batalhão.
Além do efetivo que está lá, fazemos ações com outras unidades, como varreduras com o Batalhão de Ações com Cães, como no dia de ontem.
Hoje, estamos com o Bope fazendo buscas por criminosos em Parada de Lucas.
Então, vamos atuando pontualmente com unidades especializadas buscando materiais ilícitos, checando denúncias que não podem ser verificadas sem que o território esteja ocupado — detalha o major Maicon Pereira, porta-voz da PM.

Cidade Alta, a mais desafiadora
Na sexta-feira, quando carros-bomba foram usados pela primeira vez como tática de guerrilha no Rio, segundo a PM, a corporação apreendeu nove veículos roubados, cinco toneladas de artefatos explosivos; 11 toneladas de materiais usados em barricadas e carga de entorpecentes, maconha e cheirinho da loló.
No fim de semana, a polícia cobriu 12 valas abertas nas entradas das comunidades e desmontou cinco barracas compostas de alvenaria e telhados de metal para venda de drogas.
Na segunda, a PM começou a operar em Parada de Lucas e Vigário Geral.
Ontem, quatro criminosos foram presos.
Seis fuzis, granadas, radiocomunicadores, coletes à prova de balas e drogas foram apreendidos.
— A Cidade Alta é a comunidade mais desafiadora, porque ela tem uma posição estratégica para criminosos.
Como o nome diz, ela é alta, e o criminoso tem uma visão privilegiada das outras comunidades, o que facilita que eles atirem nos policiais que estão na parte baixa.
Por isso, começamos a ocupação pela Cidade Alta.
Senão, iríamos ficar tomando tiro quando estivéssemos entrando em Parada de Lucas e Vigário Geral, por exemplo — explica o Major.

Na Zona Norte do Rio: PM inicia ocupação por tempo indeterminado do Complexo de Israel
Denúncias de abuso
No fim de semana, moradores denunciaram abusos por parte de policiais, como invasões de casas e abordagens truculentas.
Questionado, o porta-voz descredibilizou tais reclamações, argumentando que essa seria uma tática dos criminosos.

Crime à luz do dia: MP denuncia quatro por morte de advogado no Centro do Rio; PM é preso
— Uma das principais estratégias dos bandidos para impedir ações policiais é estimular denúncias de abusos.
Mas temos todo um trabalho da corregedoria e câmeras operacionais portáteis para monitorar a ação dos agentes.
Então, isso acaba dando transparência à ação policial — defende o major.