Policial admite que atirou contra carro mesmo sem ver quem estava dentro; tiro matou passageira

 

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O policial civil Frede Uilson Souza de Jesus, preso pela morte da designer de sobrancelhas Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, de 28 anos, admitiu, em depoimento à polícia, que atirou contra o carro onde estava vítima, mesmo sem conseguir ver dentro do veículo.

Frede disse que o vidro do carro era escuro e pensou que seria assaltado durante a discussão de trânsito no Pechincha, na Zona Sudoeste do Rio. A declaração está no inquérito que investiga a morte de Thamires, baleada num carro de aplicativo, na última quarta-feira (6).

A CBN acessou o depoimento. O policial afirmou que sacou a arma e disse ter atirado, apesar de não conseguir ver quem estava dentro do carro. Questionado pelos investigadores sobre o motivo de não ter dado marcha à ré para evitar a aproximação do veículo, o policial afirmou que se assustou e “ficou estagnado”. E, por causa disso, o disparo foi feito quando o carro passou ao lado do veículo dele, e não de frente.

Frede já havia era alvo de outras investigações. O policial tem seis anotações criminais entre 2007 e 2020. Quatro delas por violência doméstica, uma por lesão corporal e outra por injúria. Na decisão da prisão temporária, a Justiça destaca a gravidade da conduta e o perigo que ele poderia representar em liberdade.

Thamires estava no banco do passageiro de um carro de aplicativo. Ela foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo de Thamires foi enterrado no sábado, no Cemitério de Irajá, na Zona Norte do Rio. A filha dela completou quatro anos no mesmo dia do sepultamento da mãe.