Polícia tenta identificar homem que atirou contra cachorro comunitário na zona leste de SP

 

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A Polícia Civil de São Paulo ainda tenta identificar o homem que atirou 10 vezes contra um cachorro comunitário que vivia na Avenida Ragueb Chohfi, na zona leste de São Paulo. O cachorro Caramelo era cuidado pelos moradores do bairro Jardim Três Marias.

O caso aconteceu no dia 18 de janeiro e foi filmado por câmeras de segurança.

O Caramelo estava em uma área de acesso a um shopping, acompanhado por dois seguranças. Em determinado momento, o cachorro começa a latir e um dos funcionários abre o portão. O animal permanece na calçada por alguns segundos.

Na sequência, um homem caminha em direção a Caramelo, que volta a latir. O suspeito saca uma arma e efetua os disparos. Após os tiros, ele deixou o local. Segundo o boletim de ocorrência, o segurança do shopping relatou que o atirador estava discutindo e empurrando uma mulher e que, com a confusão, o cachorro passou a latir muito.

Na última segunda-feira, um homem foi preso após amarrar uma cachorra na caminhonete e arrastar ela pela rua em morreu em Igarapava, na região de Franca, no interior do estado. Segundo os policiais, o animal estava preso por uma corda à traseira do veículo e foi arrastado por pelo menos um quilômetro.

A cadela chegou a ser levada a um hospital veterinário, mas não resistiu aos ferimentos. Ela estava prenha de 10 filhotes, que também morreram. De acordo com Tribunal de Justiça, ele passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (26) e obteve liberdade provisória.

Os casos vieram à tona após os debate gerado pelas ocorrências registradas em Santa Catarina, do cachorro Orelha, no Paraná, com o Abacate, e no Rio Grande do Sul, com o cachorro Negão.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, desde 2023, foram registradas 49,7 mil queixas na Delegacia Eletrônica de Proteção Animal. Só em 2025, foram 20,9 mil queixas - quase metade desde a criação da delegacia. Apenas 493 dessas queixas avançaram ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

O estado com mais notificações no ano passado foi o Rio Grande do Sul, com 965 processos. O segundo da lista é Santa Catarina.