Polícia mira fraudes no cartão Jaé envolvendo funcionários terceirizados de firma que atua em postos de cadastramento

 

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A Delegacia de Defraudações (DDEF) deflagrou, nesta terça-feira, uma operação que mira funcionários terceirizados vinculados a uma firma contratada para atuar nos postos de cadastramento do cartão Jaé — sistema municipal de bilhetagem eletrônica do transporte público do Rio. Segundo investigações, eles teriam utilizado suas funções de supervisão e atendimento para realizar validações fraudulentas de cartões de gratuidade sênior. Não há informações de prisões nem de apreensões.

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O inquérito da DDEF foi instaurado após uma notícia-crime apresentada por consultor jurídico da empresa responsável pela bilhetagem e pelo recadastramento das gratuidades no município do Rio. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 64 mil.

De acordo com o apurado, os suspeitos inseriam no sistema CPFs inexistentes, documentos falsificados e imagens faciais geradas por inteligência artificial, em violação aos protocolos de segurança. As validações ocorriam, em sua maioria, fora do horário regular de expediente, especialmente entre 21h e 6h, o que levantou suspeitas após auditoria.

Os cartões aprovados, apontam as investigações, não eram entregues a beneficiários reais. Eles eram, afirma a polícia, usados por terceiros, com registros biométricos incompatíveis com os dados cadastrados.

A operação tem como objetivo interromper o esquema criminoso e reunir novas provas para que os responsáveis pelas fraudes sejam responsabilizados. As investigações continuam para apurar a total extensão da fraude e identificar eventuais outros participantes no esquema.