Polícia investiga novo caso de estupro coletivo Rio: 'chegaram a vender o vídeo', relata delegada; seis adolescentes foram apreendidos
A Polícia Civil apreendeu seis adolescentes suspeitos de participação em um estupro coletivo contra uma menina de 12 anos em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O caso é investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher do bairro. Outros dois menores suspeitos ainda são procurados.
Os adolescentes são investigados por atos infracionais análogos aos crimes de estupro coletivo de vulnerável e divulgação de cena de estupro. Segundo a polícia, a denúncia foi feita pela mãe da vítima após familiares terem acesso a imagens do crime que circulavam em aplicativos de mensagens.
O crime aconteceu em abril deste ano. A delegada Fernanda Caterine, responsável pelo caso, explica que a jovem foi atraída para uma emboscada e que o crime foi premeditado. Além da violência sexual, a vítima ainda teve a agressão filmada e vendida na internet.
"Esse caso chocou a gente. A menina, de apenas 12 anos, foi atraída para a casa de um namorado. Chegando lá, foi surpreendida por mais sete indivíduos, de forma premeditada. Foram oito que praticaram esse estupro coletivo. A menina foi agredida, ofendida durante o ato, e ainda por cima, como se não bastasse a tortura que sofreu, eles filmaram e divulgaram essas imagens em ambientes onde essa menina convive, no colégio, entre eles, chegando a vender o vídeo por R$ 5", explica.
O armazenamento, compartilhamento e venda desse tipo de material é crime. Segundo a delegada Fernanda Caterine, quem participou de qualquer forma desse caso também será investigado pela polícia.
“Não vão ser perseguidas só as pessoas que praticaram esse ato com a menina, mas também quem divulgou essas imagens. Quem, de qualquer forma, contribuiu para que esse vídeo fosse armazenado e divulgado também vai ser responsabilizado. Então, seguimos com diligências físicas na apreensão dos dois restantes, mas também diligências virtuais e eletrônicas para que se apure a responsabilidade de todos", afirmou.
O caso é parecido com outro que ocorreu em janeiro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Nesse outro episódio, após as investigações, quatro jovens maiores de idade foram indiciados e presos. Vitor Hugo Oliveira Simonin, Mattheus Veríssimo Zoel Martins, João Gabriel Xavier Bertho e Bruno Felipe dos Santos Allegretti. O adolescente de 17 anos apontado como responsável por atrair a vítima para o apartamento teve a internação determinada pela Justiça do Rio, sob a acusação de ter planejado a “emboscada” que terminou nas agressões..
