Polícia investiga morte de juíza após procedimento de reprodução assistida em SP

 

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A Polícia Civil investiga a morte de uma juíza de 34 anos após um procedimento de reprodução assistida em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. O caso aconteceu na quarta-feira (6).

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A vítima, Mariana Francisco Ferreira, foi submetida a uma coleta de óvulos para fertilização in vitro na segunda. Ela recebeu alta e voltou para casa, mas passou a sentir fortes dores e sensação de frio.

A mãe da mulher, Marilza Francisco, a levou de volta à clínica e disse que o quadro evoluiu muito rapidamente:

"Uma hora depois, ela começou a 'uivar' de dor. Ela gritava. Eu liguei e falaram: 'O doutor mandou trazer ela para cá correndo'. Ela foi para o quarto, ele examinou, ela tava sangrando, mas sangrando muito. Aí ele levou ela para o centro cirúrgico. O anestesista cehgou, conseguiu suturar e falou que tinha rompido uma artéria no colo do útero. Foi o que ele me falou lá na hora", disse.

Mariana morreu na manhã de quarta-feira. O caso foi registrado como “morte suspeita” e “morte acidental”.

Rivia Mara Lamaita, presidente da Comissão Nacional Especializada em Reprodução Assistida da Federação Brasileira das Associações em Ginecologia e Obstetrícia, afirmou que complicações na coleta de óvulos não são comuns:

"Pode ser uma intercorrência do procedimento, né? A punção de algum vaso... Agora, pode vir também, às vezes, de alguma alteração da coagulação da paciente que, às vezes, nunca tinha se manifestado e, naquele momento que exigiu do organismo uma coagulação mais rápida, pode ter se manifestado. Mas são eventos raros, tanto um quanto outro", explicou.

Em nota, a Clínica Invitro Reprodução Assistida de Mogi das Cruzes lamentou a morte, disse que colabora com a investigação e informou, ainda, que adotou todos os procedimentos técnicos e medidas necessárias. A unidade também ressaltou que todo procedimento cirúrgico tem riscos e possibilidade de intercorrências.