Polícia investiga como tentativa de roubo ação criminosa sofrida por secretário municipal Rio

 

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga como tentativa de roubo o caso envolvendo o secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, João Pires, ocorrido na noite de segunda-feira (16), em um posto de gasolina na RJ-106, na altura de São Gonçalo, sentido Maricá. Segundo a corporação, diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis.

Segundo informações da 75ª DP (Rio do Ouro), onde o caso foi registrado, a vítima relatou que quatro homens armados tentaram roubar seu veículo. Após a abordagem, policiais militares conduziram o secretário até um local seguro, e ele informou que registraria a ocorrência posteriormente.

Em nota, a Polícia Militar também classificou o episódio como tentativa de roubo. De acordo com o Comando de Policiamento em Rodovias, agentes foram acionados e prestaram apoio à vítima após o ocorrido.

Apesar disso, integrantes da Prefeitura do Rio consideram a possibilidade de tentativa de homicídio e defendem que essa linha de investigação também seja analisada.

Mais cedo, o prefeito Eduardo Paes afirmou que João Pires foi alvo de um atentado. Questionado pela CBN sobre a diferença de classificações, Paes reduziu o tom e disse que espera que as investigações esclareçam o que de fato aconteceu.

"O que a gente espera é que a Polícia Civil, essa instituição que nós respeitamos tanto, de tantos homens e mulheres sérios, faça uma investigação diferente do que aconteceu na semana passada, a política técnica identifique, se for um roubo, espero que a polícia trabalhe para evitar esses roubos naquela região. Se for um atentado, que se busque quem são os personagens que praticaram esse atentado".

O secretário João Pires ficou conhecido pela atuação contra postos de combustíveis irregulares e soma mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais. O prefeito afirmou que, por causa disso, ele já conta com segurança reforçada e utiliza carro blindado.

Ao comentar o caso, Paes voltou a criticar o governo do estado e disse que, mesmo que seja confirmado como tentativa de roubo, a situação evidencia que a prefeitura precisa lidar com a criminalidade e com o governo. Ele citou o caso do BRT metropolitano, quando houve o reboque de ônibus da Prefeitura do Rio, para voltar a criticar o governador Cláudio Castro.

"Daqui a pouco a gente vai ter os agentes políticos com medo de fazer política e os agentes públicos com medo de cumprir com a sua obrigação, porque são atacados por ações políticas de setores da Polícia Civil, orientados pelo governo do estado, ora são atacados por bandidos. Aliás, ontem nós vimos essa situação, nós tivemos ônibus nossos presos por traficantes na Praça Seca e ônibus nossos presos por agentes do estado em Mesquita'.

Em resposta, o Palácio Guanabara afirmou que as ações da Polícia Civil seguem critérios técnicos e são decisões da Justiça, sem interferência política. Já o Detro informou que a Prefeitura do Rio não tem competência para operar transporte intermunicipal e que, por isso, houve atuação dentro da lei para impedir irregularidades.