Polícia Federal faz operação contra Previdência do Amapá por aplicações no Banco Master
Na manhã desta sexta-feira (dia 6), a Polícia Federal (PF) realizou uma operação para apurar suspeita de irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP). A polícia apura a aprovação e a execução de investimentos realizados pela Amapá Previdência (Amprev)— autarquia estadual responsável pela previdência social dos servidores — em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.
Dentre os alvos dos quatro mandados de busca e apreensão cumpridos, está o diretor da Amprev, Jolcildo Lemos. Intitulada de Operação Zona Cinzenta, a ação foi autorizada pela 4ª Vara de Justiça Federal e atingiu também integrantes do comitê de investimento da Amprev. O GLOBO apurou que eles e o diretor da autarquia foram responsáveis pelos votos favoráveis à aplicação em letras financeiras do Banco Master em três reuniões realizadas em julho de 2024.
A Amprev levou o fundo de pensão do estado a alocar R$ 400 milhões em papéis do Master. Os aportes ocorreram em julho de 2024 e foram conduzidos pelo presidente do fundo, Jocildo Lemos, que afirma ter assumido o comando do fundo por “convite” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), como O GLOBO mostrou em novembro.
Na época, Jocildo foi cobrado por conselheiros da Amprev por ter decidido seguir com o investimento no Master, no ano passado, mesmo com orientações contrárias. Em resposta, ele disse que o comitê de investimentos da Amprev, que ele também preside, por vezes é bombardeado por informações “fake”.
“A proposta mais vantajosa para o Amapá Previdência era a do Banco Master, que nos apresentava uma taxa de juros melhor”, alegou.
