Polícia faz buscas em imóvel ligado a Milton Leite e apreende R$ 287 mil e US$ 89 mil

Polícia faz buscas em imóvel ligado a Milton Leite e apreende R$ 287 mil e US$ 89 mil - Foto
Fonte da notícia: CBN CBN

A Polícia Civil fez buscas na manhã desta sexta-feira (18) em uma casa em Sorocaba, no interior de São Paulo, ligada ao ex-presidente da Câmara Milton Leite. Ele não foi encontrado e continua foragido. Na quinta (17), Milton Leite disse que se apresentaria em 24 horas à Polícia. Durante a ação desta sexta-feira (18), os policiais apreenderam em dinheiro R$ 287 mil e 89 mil dólares. Também foram encontrados documentos. Milton Leite é um dos 6 alvos de prisão que não foram encontrados na operação que investiga a infiltração do PCC no transporte público da capital. A operação do Ministério Público e da Polícia Civil prendeu 10 pessoas. A investigação começou há 2 anos, a partir de apurações sobre tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A conexão com as empresas de ônibus surgiu após a apreensão do celular de José Daniel Satilite, apontado pelo Ministério Público como integrante do PCC. Ele também está entre os 6 foragidos. Segundo a investigação, Satilite negociava com empresários, advogados e políticos. Em uma conversa obtida pelo portal G1, ele fala com um advogado sobre a possibilidade de substituir uma das empresas de ônibus por outra ligada ao grupo dele. Ao mencionar a negociação, Satilite afirma que seria necessário envolver Milton Leite. Outro procurado é Paulo Sirqueira Korek Farias, conhecido como Paulo Camarão, dono da A2 Transportes e presidente do Água Santa. Entre os 10 presos estão Danilo Morgado, candidato a deputado estadual pelo PL, e Levy dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans e ex-secretário municipal de Mobilidade. A investigação aponta que cerca de 40% das linhas de ônibus da capital são operadas por empresas suspeitas de envolvimento com o crime organizado. Milton Leite é apontado na decisão judicial como responsável pelo controle direto da operação de empresas de ônibus. Policiais militares também o citaram como verdadeiro proprietário da Transwolff. Milton Leite afirma que está em viagem, que não está foragido e que vai se apresentar às autoridades para provar a inocência. A defesa da Transwolff nega que ele tenha participação societária na empresa. O prefeito Ricardo Nunes determinou a criação de um grupo para analisar a operação e avalia uma intervenção na A2 Transportes, que tem 2 diretores entre os alvos. A empresa afirma que um deles não faz mais parte dos quadros.

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