Polícia e MPSP miram grupo suspeito de explorar apostas online ilegais e lavar mais de R$ 5 bi
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo fazem uma operação contra um grupo criminoso suspeito de explorar plataformas de apostas online ilegais e lavar mais de R$ 5 bilhões.
Os agentes saíram às ruas para cumprir cinco mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão.
O MP também pediu o sequestro de 76 imóveis e o bloqueio de mais de R$ 5 bilhões e R$ 200 milhões em patrimônio de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
A chamada "Operação Falsa Las Vegas" é um desdobramento da "Operação Falso Mercúrio", que apurou crimes financeiros e já tinha resultado no bloqueio de até R$ 6 bilhões em contas ligadas aos alvos, investigados por possíveis vínculos com o PCC.
O inquérito aponta que o esquema explorava jogos proibidos, como o "Jogo do Tigrinho" e o "Jogo do Bicho", e usava contas bancárias de empresas de fachada e laranjas para ocultar a movimentação financeira.
O esquema funcionava com duas plataformas principais: uma formal e outra clandestina.
A "Aposte Fácil", ligada à empresa APF Tecnologia, operava com referências à Loteria do Estado do Rio de Janeiro e processamento financeiro pela Riopag, para aparentar regularidade.
Os investigados também mantinham a plataforma clandestina "Black Vegas", hospedada no exterior e voltada à exploração dos jogos proibidos no Brasil. Os pagamentos eram feitos por Pix e direcionados a empresas intermediárias, estratégia usada para dificultar o rastreamento do dinheiro.
As análises ainda identificaram transferências bancárias realizadas por empresas ligadas ao grupo para pessoas investigadas por vínculos com o Primeiro Comando da Capital, incluindo suspeitos citados no inquérito sobre o assassinato do delator da facção Vinicius Gritzbach.
