Polícia dos EUA soluciona caso de desaparecimento aberto desde 1973; 'Esperei 52 anos por esta ligação'

 

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A polícia do Texas solucionou, mais de cinco décadas depois, o caso de pessoa desaparecida mais antigo do estado e trouxe um desfecho aguardado por 52 anos pelo irmão de uma das vítimas. Norman Prater, que tinha 16 anos, foi dado como desaparecido em 16 de janeiro de 1973, após sair à noite com amigos em Dallas e não retornar para casa. À época, as investigações não encontraram pistas relevantes.

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O Departamento de Polícia de Dallas anunciou na sexta-feira que conseguiu identificar positivamente Norman como um adolescente não identificado que morreu em um atropelamento em 9 de julho de 1973. O jovem foi vítima de um acidente na rodovia Highway 35, na cidade de Rockport, cerca de 380 quilômetros ao sul de Dallas. Naquele momento, autoridades do condado de Aransas e a imprensa local não conseguiram confirmar a identidade da vítima, e o caso acabou caindo no esquecimento.

A reviravolta ocorreu quando o detetive Ryan Dalby, da Unidade de Pessoas Desaparecidas da polícia de Dallas, foi procurado por um médico-legista do condado de Aransas. Ao revisar arquivos antigos, o legista encontrou o registro do atropelamento de 1973 e levantou a hipótese de uma ligação com o desaparecimento de Norman.

“Eu abro o arquivo e olho para aquilo e penso: ‘Você só pode estar brincando?!’” contou Dalby à emissora local NBC Dallas-Fort Worth.

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O médico-legista reuniu o dossiê completo do caso, e, com o apoio de um analista forense, a equipe passou a comparar “pontos de referência no rosto” da vítima, o que indicou “uma alta probabilidade de a pessoa encontrada lá ser Norman Prater”, segundo o detetive.

“Eu fico olhando as fotos lado a lado e penso: ‘Sim, concordo com eles. Há uma grande probabilidade de ser quem estamos procurando’”, afirmou Dalby.

Mesmo assim, o detetive decidiu não correr o risco de uma identificação equivocada, especialmente porque o adolescente morto não teve um enterro adequado por mais de meio século. Dalby então entrou em contato com Isaac Prater, irmão mais velho de Norman, na esperança de esclarecer os últimos detalhes.

“Ele atende o telefone e pergunta: ‘Quem é?’ Eu digo: ‘É o detetive Dalby, do Departamento de Polícia de Dallas’. Ele responde: ‘Esperei 52 anos por essa ligação. Por favor, diga que você tem alguma coisa’”, relembrou o investigador.

No dia seguinte, Isaac esteve na sede da polícia em Dallas. Ao ver as imagens e os resultados do software de reconhecimento facial utilizado na investigação, não teve dúvidas.

“Mostrei a ele o sistema de reconhecimento que foi usado, e ele apenas olha para mim e diz: ‘Você pode encerrar o caso. Esse é meu irmão. Caso encerrado’”, contou Dalby. “Ele finalmente teve um desfecho. Teve um desfecho depois de 52 anos se perguntando onde estava o irmão”, acrescentou.

Em entrevista à Fox 4, Dalby afirmou que Isaac conseguiu identificar cada detalhe do rosto do caçula, incluindo uma cicatriz no lábio, causada por um ataque de cachorro, e outra na sobrancelha, resultado de uma briga.

Ainda não se sabe exatamente o que Norman fez nos cerca de seis meses entre o desaparecimento e a morte, nem como acabou tão longe de casa. Segundo Dalby, uma das hipóteses é que o adolescente tenha viajado de carona pelo estado — uma prática comum nos Estados Unidos durante a década de 1970.