Polícia do Reino Unido investiga morte de ex-parlamentar conservadora

Polícia do Reino Unido investiga morte de ex-parlamentar conservadora

Fonte: Bandeira



A polícia do Reino Unido está investigando a morte da ex-parlamentar Ann Widdecombe, do Partido Conservador, anunciada nesta sexta-feira.

Ela tinha 78 anos e integrou o Parlamento britânico entre 1987 e 2010, tendo participado do governo do primeiro-ministro John Major em algumas posições ministeriais de menor destaque.

“Nossa investigação de homicídio está nos estágios iniciais, mas se movendo de forma significativa", informou a Polícia de Devon e da Cornuália.

“Estamos empregando todos os meios e recursos necessários para saber o que aconteceu e localizar a pessoa responsável, que acreditamos ser um homem branco.”

A polícia foi chamada ao endereço de Widdecombe por volta do meio-dia da quinta-feira, onde ela foi encontrada com graves ferimentos.

A ministra do Interior, Shabana Mahmood, disse em postagem no X estar entristecida e descreveu as circunstâncias da morte como “extremamente angustiantes”.

Dois parlamentares em exercício do mandato foram assasinados no país nos últimos 10 anos.

A trabalhista Jo Cox foi morta por um radical de extrema-direita durante a campanha do Brexit em 2016.

E o conservador David Amess morreu esfaqueado em 2021 por um homem que se inspirava no Estado Islâmico.

Em sua carreira política, Widdecombe ficou conhecida por posições conservadoras nos costumes, entre as quais a oposição ao aborto e à equalização da idade de consentimento entre as relações homossexuais e heterossexuais.

Ela também defendeu que presidiárias grávidas fossem algemadas no parto para evitar eventual fuga.

Solteira e autoproclamada virgem, Widdecombe se converteu ao catolicismo, defendendo o que considerava como valores familiares.

Após o anúncio da morte, políticos conservadores e do partido Reform UK, de Nigel Farage, manifestaram-se publicamente.

O ex-primeiro-ministro conservador Boris Johnson a descreveu, no X, como uma heroína do Brexit e como uma grande oradora que levava as audiências Tory ao delírio.

Ann Widdecombe

AP Photo/Jean-Francois Badias, File