A Polícia Civil deve ouvir, nesta terça-feira (25), mais cinco pessoas envolvidas indiretamente no espancamento de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, acusado injustamente de roubar uma bicicleta em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
Entre os novos identificados estão um homem que aparece de camisa branca nas imagens acompanhando as agressões, uma funcionária de um bar que entrega um porrete a um segurança e três comerciantes responsáveis pela contratação do vigia que participou do espancamento.
Quatro pessoas envolvidas estão presas: os seguranças David Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias e os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva.
A polícia ainda tenta identificar um homem que aparece em imagens dando um chute na vítima.
Os envolvidos podem responder por homicídio triplamente qualificado.
Cláudio Rafael foi espancado por quase nove minutos.
Novas imagens obtidas pela TV Globo ajudam a esclarecer como a agressão começou e mostram que ele não reagiu às provocações.
Segundo a investigação, ele saiu de casa de bicicleta e foi até uma loja de conveniência, onde entrou para pedir um cigarro avulso e deixou o estabelecimento, sem causar problemas.
Na saída, um segurança passou a questioná-lo sobre a bicicleta.
Segundo o relato de um funcionário, Cláudio respondeu que não era dele.
A família acredita que ele possa não ter conseguido explicar que a bicicleta pertencia à irmã.
A partir daí, a situação escalou.
A bicicleta foi fotografada, e os seguranças passaram a trocar informações sobre um suposto furto.
Outros envolvidos foram acionados.
As imagens analisadas pela polícia mostram Cláudio conversando normalmente, apertando a mão de um dos seguranças e permanecendo calmo.
Na sequência, câmeras da região registraram uma série de perseguições.
O grupo seguiu Cláudio até uma escadaria, onde ele se sentou.
Foi nesse ponto que a agressão começou.
Entregadores passaram a chamá-lo de ladrão e gravaram vídeos.
Pouco depois, o grupo iniciou o linchamento.
A perícia aponta que ele recebeu 63 pauladas, inclusive na cabeça.
Depois do espancamento, ficou no local por cerca de 30 minutos à espera de socorro.
Ele foi levado para atendimento médico, mas morreu no dia seguinte em decorrência de hemorragia e traumatismo.
Polícia deve ouvir mais cinco pessoas sobre agressão e morte de ciclista em Copacabana
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