Polícia da França realiza buscas em escritórios do X no país por crimes cibernéticos

 

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A unidade de crimes cibernéticos da promotoria de Paris, com o apoio da Europol, realiza nesta terça-feira (3) buscas na sede da rede social X na capital francesa.

A investigação, que já dura um ano, apura o alegado abuso de algoritmos e extração fraudulenta de dados por parte da empresa X ou de seus executivos. A Procuradoria de Paris afirmou que está ampliando a investigação após denúncias sobre o funcionamento do chatbot de inteligência artificial Grok, da empresa X.

Segundo o Ministério Público, tanto Musk quanto a ex-CEO da X, Linda Yaccarino, foram intimados a comparecer a audiências em abril como parte da investigação.

'Nesta fase, a condução desta investigação faz parte de uma abordagem construtiva, com o objetivo final de garantir que a plataforma X cumpra as leis francesas, na medida em que opera em território nacional', afirmou o Ministério Público em nota.

O X ainda não respondeu. Porém, anteriormente, negou qualquer aleagação de manipulação do algoritmo.

UE investiga rede social X por imagens sexualmente explícitas e material de abuso sexual infantil

A Comissão Europeia, parte da UE, anunciou no fim de janeiro que iniciou uma investigação contra a rede social X por conta de produção de imagens sexualmente explícitas e à possível disseminação de material de abuso sexual infantil. Essas imagens seriam através da IA da plataforma, o Grok.

O inquérito formal também amplia a investigação sobre os sistemas de recomendação da empresa X, algoritmos que ajudam os usuários a descobrir novos conteúdos.

A UE é a primeira a investigar formalmente as imagens produzidas pela inteligência artificial que permitiu que usuários, pedindo ao Grok, gerassem imagens de mulheres e crianças praticamente sem roupa e em situações provocativas. Segundo o Centro de Combate ao Ódio Digital, foram produzidas 3 milhões de imagens do tipo em apenas duas semanas.

A comissão afirmou que sua nova investigação irá 'avaliar se a empresa avaliou e mitigou adequadamente os riscos' decorrentes das funcionalidades do Grok na UE, incluindo os riscos de compartilhamento de conteúdo ilegal, como imagens sexualmente explícitas manipuladas e 'conteúdo que pode constituir' material de abuso sexual infantil.

O X chegou a anunciar uma resposta ao tema no dia 14 de janeiro. A plataforma havia, segundo ela, impedido a geração de imagens do tipo. A nota ainda afirma:

'Continuamos comprometidos em fazer da X uma plataforma segura para todos e mantemos nossa política de tolerância zero para qualquer forma de exploração sexual infantil, nudez não consensual e conteúdo sexual indesejado'.

A UE afirma que não se convenceu da resposta da empresa. Os responsáveis ​​da Comissão Europeia estão a investigar se a empresa X possui sistemas adequados para mitigar os riscos.