Polícia Civil realiza operação contra rede de exploração sexual de adolescentes no Rio; sargento da PM está entre os presos

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Polícia Civil realizou uma operação na manhã desta quarta-feira contra uma rede criminosa investigada por produzir vídeos de exploração sexual de adolescentes, com registros de estupros coletivos, torturas, ameaças e chantagens. Agentes da 74ª DP (Alcântara) prenderam oito pessoas, entre eles está um 3º sargento do 1º BPM (São Gonçalo).

A ação ocorreu em Niterói, São Gonçalo e Maricá, na Região Metropolitana do Rio, e tinha como objetivo cumprir mandados de prisão e 18 mandados de busca e apreensão. COP17: Rio de Janeiro anuncia criação do Programa Estadual de Corredores Ecológicos

Casal de Niterói vai passar lua de mel na Bahia e volta com cão caramelo encontrado na rua: 'Família ganhou novo integrante' Em entrevista ao Bom Dia Rio, da TV Globo, o delegado Antônio Salvino afirmou que o caso chegou à 74ª DP (Alcântara) em julho deste ano, depois que os pais de uma adolescente de 16 anos procuraram a unidade para denunciar os abusos sofridos pela filha.

Segundo o policial, o casal percebeu uma mudança no comportamento da jovem e, ao conversar com ela, descobriu que os abusos ocorriam havia cerca de um ano. Na sequência, os policiais prenderam Matheus Rodrigues Gonçalves, assessor parlamentar da Câmara Municipal de Niterói e do vereador Professor Túlio (PSOL), apontado como autor dos abusos contra a adolescente, em Icaraí, Niterói.

Na ocasião, foram apreendidos dois notebooks e celulares na casa do investigado. A análise dos dispositivos eletrônicos e de imagens de câmeras de segurança permitiu avançar nas investigações e identificar outros integrantes do esquema criminoso.

— Depois que ela foi levada para o apartamento desse assessor, ela foi estuprada por três pessoas e gravaram ela. Com esses vídeos, chantageavam a vítima.

A partir daí, ele criou uma rede social como se fosse a menina, chamando mais meninas para serem abusadas — afirmou o delegado. A investigação revelou uma organização criminosa que produzia vídeos de exploração sexual de adolescentes e usava o material para ameaçar as vítimas com a divulgação das imagens.

A chantagem, associada a agressões físicas e psicológicas, era empregada para mantê-las sob controle e submetê-las a novos abusos. De acordo com a polícia, os integrantes do grupo se autodenominavam "senhores", enquanto as vítimas eram tratadas como "escravas".

Megaoperação no Alemão: um ano depois, chefes do CV seguem livres e moradores sofrem com extorsão e violência A operação desta quarta-feira contou com o apoio de unidades do 4º Departamento de Polícia de Área (DPA) e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.

A ação buscou reunir novas provas, esclarecer a participação dos investigados e identificar outros adolescentes que possam ter sido vítimas da rede criminosa. Por meio de nota, a Polícia Militar afirmou que acompanha os desdobramentos da investigação para avaliar as medidas cabíveis ao policial militar preso.

A corporação reiterou que não tolera desvios de conduta ou o cometimento de crimes por seus integrantes. A polícia disse ainda que adota as medidas administrativas e disciplinares previstas, com o devido rigor, sempre que as irregularidades são devidamente constatadas.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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