Polícia Civil prende cinco integrantes do CV na Baixada Fluminense e mira esquema financeiro da facção

 

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Uma operação deflagrada por policiais civis da 31ª DP (Ricardo de Albuquerque) com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio (Gaeco/MP-RJ), esteve na rua, na manhã desta quarta-feira, para cumprir 40 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho na Baixada Fluminense. A ação faz parte da Operação Contenção, voltada ao combate à atuação da facção e seu esquema financeiro. Até o momento, cinco criminosos foram capturados.

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A ofensiva ocorre em conjunto com o Ministério Público do Rio (MPRJ) e conta com o apoio de 120 agentes dos Departamentos-Gerais de Polícia Especializada (DGPE), da Capital (DGPC) e da Baixada (DGPB), além da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

As investigações apontaram a atuação criminosa do Comando Vermelho na comunidade Vai Quem Quer, em Duque de Caxias. O tráfico de drogas na região é chefiado por Rodolfo Manhães Viana, o Rato, apontado como chefe do grupo criminoso. Ele foi alvo de uma tentativa frustrada de resgate, episódio que resultou no ataque à sede da 60ª DP (Campos Elíseos), em fevereiro do ano passado. Atualmente, Rato está custodiado em presídio federal.

Segundo a delegada Patrícia Uana, titular da 31ª DP, os cinco presos nesta quarta-feira participaram da tentativa de resgate de Rato. Ela também explicou como funcionava a "caixinha" do CV.

— Cada comunidade vinculada à célula do Comando Vermelho envia um dinheiro, semanalmente ou mensalmente para essa caixinha, que é gerida pelo traficante Falcão, que fica homiziado na Penha. Essa caixinha é destinada à compra de armamento, drogas e até para prover os presos acautelados no sistema prisional — disse a policial ao RJ1, da TV Globo.

A policial afirmou que, entre os presos, há um traficante conhecido como Barriga, que cuida da contabilidade das bocas de fumo da comunidade Vai Quem Quer.

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Ao longo da apuração, os agentes identificaram que os criminosos não apenas integravam o tráfico local, mas também praticaram crimes para proteger comparsas envolvidos no ataque à delegacia. Segundo a investigação, os bandidos exerciam funções estratégicas para sustentar a facção, atuando na logística criminosa e no financiamento de ações armadas.

Um dos pontos centrais do inquérito foi a comprovação da existência de uma “caixinha” do tráfico, abastecida por chefes locais e destinada ao custeio de despesas de criminosos presos, além da aquisição de armamentos, compra de drogas e manutenção da estrutura do grupo criminoso.

A ação segue em andamento e integra uma ofensiva estratégica do Governo do Estado para conter e atacar o avanço territorial do Comando Vermelho. O objetivo é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da facção, além de prender traficantes que atuam na região.

Desde março, quando as ações contínuas tiveram início, a Operação Contenção já resultou na captura de mais de 300 criminosos e na neutralização de outros 136 em confrontos, segundo a polícia. No período, foram apreendidas 465 armas, sendo 189 fuzis, além de mais de 50 mil munições. Como parte da ofensiva, também houve pedido de bloqueio de cerca de R$ 12 bilhões em bens e valores.

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