Polícia Civil esbarra na localização e ainda não conseguiu prender suspeito de jogar cinco cães de ponte no RS
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul afirmou nesta quarta-feira que, apesar de avanços na investigação sobre a morte de seis cães em Vera Cruz, o principal suspeito ainda não foi formalmente identificado nem localizado. A atualização foi feita pelo delegado Robson Palominio, um dia após a divulgação inicial do caso.
Segundo o delegado, o homem entrou em contato com a polícia por mensagens de WhatsApp, afirmando ser o responsável por um dos episódios e relatando sua versão dos fatos. No entanto, não forneceu nome, endereço ou qualquer dado que permita localizá-lo.
— Ele mandou mensagem dizendo que foi ele, explicando o que tinha acontecido, mas não disse quem é, onde mora ou como podemos encontrá-lo. Temos apenas o número de telefone, afirmou Palominio.
De acordo com a polícia, buscas já foram feitas junto às operadoras, mas o chip utilizado não possui cadastro em nome de nenhuma pessoa, o que levantou suspeitas.
— Já fizemos consultas nos sistemas de telefonia e não aparece nenhum nome vinculado. Está tudo muito estranho, disse o delegado, acrescentando que a investigação já reúne outras informações que podem levar à identificação do suspeito nos próximos dias.
— A gente vai chegar nele. Já temos algumas informações e esperamos avançar em breve, completou.
As ocorrências foram atendidas na terça-feira (3) pela Vigilância Sanitária, com apoio da Brigada Militar. O primeiro caso ocorreu na localidade de Linha Cipriano, na zona rural do município, onde um cão foi encontrado morto por enforcamento, em um episódio descrito como de extrema crueldade.
O segundo registro foi feito sob uma ponte da ERS-412, que liga Vera Cruz a Santa Cruz do Sul, onde cinco cães mortos foram localizados em meio à vegetação.
O delegado explicou que os dois casos apresentam características distintas. No episódio da ponte, a principal linha de investigação indica que os animais já estariam mortos antes de serem descartados no local.
— Havia soro, gás e outros materiais normalmente usados para tratamento de saúde animal. Isso sugere que eles podem ter morrido por alguma causa, até mesmo natural, e depois foram jogados ali, afirmou.
